Questão FC587739
Iphan reconhece tradição negra da Marujada como patrimônio do Brasil Agora é oficial: as Marujadas de São Benedito, no Pará, são patrimônio cultural do Brasil. Reconhecidas pelo Ip
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
Instituto Consulplan · 2025
Iphan reconhece tradição negra da Marujada como patrimônio do Brasil
Agora é oficial: as Marujadas de São Benedito, no Pará, são patrimônio cultural do Brasil. Reconhecidas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) durante reunião de seu conselho consultivo no dia 4 de setembro, as Marujadas foram inscritas como bens culturais imateriais no Livro de Registro de Celebrações. Em pormenores, a Marujada é uma forma cultural de expressão e celebração para São Benedito, em que mulheres e homens de diferentes idades homenageiam o “santo preto” através de danças e indumentárias próprias, rezas e ritualizações que caracterizam esse momento de devoção, que ocorre tradicionalmente entre os dias 18 e 26 de dezembro.
(Disponível em: https://www.geledes.org.br/iphan-reconhece-tradicao-negra-da-marujada-como-patrimonio-do-brasil/. Acesso em: dezembro de 2024.)
A Marujada, oficialmente reconhecida como patrimônio brasileiro pelo Iphan, destaca-se por sua herança histórica de contribuição para a cultura paraense. Como movimento tradicional produzido pela população negra, seu reconhecimento representa:
- A garantia do direito à memória e a promoção de políticas públicas de valorização à identidade cultural afrodiaspórica.
- A preservação da tradição religiosa que envolve a Marujada, com a finalidade de expandi-la para outros estados brasileiros.
- A salvaguarda, exclusivamente, dos bens materiais que envolvem as celebrações da Marujada, para que não se percam com o passar dos anos.
- A promoção da tolerância religiosa no estado do Pará, através da compreensão de diferentes movimentos culturais como cerceados pelos limites da religiosidade.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A inscrição da Marujada pelo Iphan confirma a proteção do direito à memória das comunidades que produzem essa tradição, reconhecendo seu valor histórico e simbólico para a identidade coletiva. Esse reconhecimento não é simbólico apenas; cria instrumentos para a salvaguarda das práticas, saberes e rituais, garantindo atenção à documentação, ao registro e à continuidade intergeracional.
Além disso, a medida estimula a formulação de políticas públicas voltadas à valorização e ao financiamento de ações culturais, educação patrimonial e fomento às práticas locais. Ao reconhecer a Marujada como expressão da identidade cultural afrodiaspórica, o Estado reforça a visibilidade, a reparação cultural e a promoção da diversidade cultural no Brasil.
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