Questão FC587996
Leia a letra da música abaixo: Caminhando e cantando E seguindo a canção Somos todos iguais Braços dados ou não Nas escolas, nas ruas Campos, construções Caminhando e cantando E se
Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados
FACET · 2016
Leia a letra da música abaixo:
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
[...]
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão
[...]
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
(Pra não dizer que não falei das flores, Geraldo Vandré)
Sobre esta famosa música do paraibano Gerado Vandré, é correto afirmar:
- Fala sobre o Governo de Getúlio Vargas, criticando o Golpe Militar de 1930.
- Afirma que é preciso que as pessoas votem nos em candidatos democráticos para ocorrer as transformações necessárias.
- Faz críticas pertinentes ao sistema econômico socialista, denunciando as ditaduras comunistas que se instalaram na América Latina a partir de 1959.
- Critica a Ditadura Militar instaurada no Brasil a partir de 1964, convida os cidadãos a lutarem por outra ordem social e denuncia a desigualdade social no Brasil.
- Critica o sistema econômico capitalista, convidando as pessoas a caminharem para a marcha da Família com Deus pela Liberdade.
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Gabarito
D
Comentário do professor
“Pra não dizer que não falei das flores” foi composta por Geraldo Vandré em 1968, no contexto da Ditadura Militar instaurada em 1964.
A canção articula crítica política e denúncia social presentes no cotidiano daquele regime.
Versos como “Há soldados armados” e “de morrer pela pátria” apontam para a repressão e a violência do Estado contra dissidências.
A imagem das flores vencendo o canhão simboliza resistência pacífica frente à força militar.
O refrão “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer” funciona como convocação à mobilização, incentivando ação direta em busca de mudança.
Ao mesmo tempo, versos como “Pelos campos há fome” denunciam a desigualdade social que atravessava o país.
Assim, a música é um hino de contestação do regime e de apelo por outra ordem política e social.
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