Questão FC590353
BAIXA DO SAPATEIRO, MARÉ, DÉCADAS DE 1950-1960 museudamare.org.br MARÉ, INÍCIO DO SÉCULO XXI buala.org A história da Maré começa nos anos 40. No final dessa década, já havia palafi
Geografia dos Estados
DSEA UERJ · 2018
BAIXA DO SAPATEIRO, MARÉ, DÉCADAS DE 1950-1960

museudamare.org.br
MARÉ, INÍCIO DO SÉCULO XXI

buala.org
A história da Maré começa nos anos 40. No final dessa década, já havia palafitas – barracos de madeira sobre a lama e a água. Surgem as comunidades da Baixa do Sapateiro, Parque Maré e Morro do Timbau – este em terra firme. A construção da avenida Brasil, concluída em 1946, foi determinante para a ocupação da área, que prosseguiu pela década de 50.
Nos anos 60, um novo fluxo de ocupação teve início, quando moradores da Praia do Pinto, Morro da Formiga, Favela do Esqueleto e desabrigados das margens do rio Faria-Timbó foram transferidos para moradias “provisórias” construídas na Maré. O início dos anos 80, quando a Maré das palafitas era símbolo da miséria nacional, marca a primeira grande intervenção do governo federal: o Projeto Rio, que previa o aterramento e a transferência dos moradores das palafitas para construções pré-fabricadas. Em 1988, foi criada a 30ª Região Administrativa (R.A.), abarcando a área da Maré. A primeira R.A. da cidade a se instalar numa favela marcou seu reconhecimento como um bairro.
Adaptado de museudamare.org.br.
Composta hoje por 16 comunidades, a Maré é o maior complexo de favelas do Rio de Janeiro. Sua história, em parte, está relacionada com as transformacões na cidade entre meados do século XX e o momento atual.
Considerando tais transformações, a análise das fotos e do texto permite concluir que a história da Maré é marcada pelo seguinte processo urbano:
- estabilização das políticas públicas em regiões insalubres
- integração das vias de transporte em logradouros periféricos
- expansão de habitações populares em espaços desvalorizados
- manutenção de obras de recuperação em ambientes degradados
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Certo
Comentário do professor
A alternativa aponta para a expansão de habitações populares em áreas com baixo valor fundiário, o que sintetiza a origem e transformação da Maré.
Os documentos e fotos mostram ocupações iniciais por palafitas sobre áreas alagadiças desde os anos 1940, quando a construção da Avenida Brasil criou um cinturão industrial que desvalorizou terrenos próximos, atraindo trabalhadores.
Nos anos 1950–60 houve chegada de migrantes e realocação de desabrigados para moradias provisórias, consolidando assentamentos informais em terrenos periféricos e insalubres.
Intervenções estatais posteriores, como o Projeto Rio, apenas reorganizaram essa ocupação, aterando áreas e construindo conjuntos, sem alterar a lógica: ocupação de espaços desvalorizados por populações de baixa renda.
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