Questão FC590617
A criação da província de Sergipe ocorreu em meio às controvérsias entre a monarquia portuguesa e a Assembleia Constituinte estabelecida pela Revolta do Porto de 1820. Sobre essas
Geografia dos Estados
CESGRANRIO · 2025
A criação da província de Sergipe ocorreu em meio às controvérsias entre a monarquia portuguesa e a Assembleia Constituinte estabelecida pela Revolta do Porto de 1820. Sobre essas questões, a historiadora Edna Maria Antônio escreveu
O novo governador de Sergipe, Carlos César Burlamaqui, assumiu o posto em fevereiro de 1821 e, contrário às ordens das Cortes, iniciou a estratégia de combate às ideias liberais na capitania. Estava ciente da deposição dos agentes metropolitanos na capitania da Bahia por uma Junta de Governo Provisório, de perfil político constitucional federalista e a favor das Cortes portuguesas, que assumiu o poder e possuía ligações familiares e econômicas em Sergipe.
ANTÔNIO, E. M. M. O constitucionalismo luso-brasileiro na cultura política da independência: a Capitania de Sergipe. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. v. 1, n. 44, p.119, 2015.
De acordo com a perspectiva demonstrada pela autora, o governador Burlamaqui pretendia consolidar a emancipação do estado reforçando o(a)
- ligação com a junta provisória da Bahia
- caráter democrático do governo sergipano
- proximidade com a família real portuguesa
- endosso ao constitucionalismo da assembleia
- liberalismo em continuação à insurreição de 1817
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
O governador Carlos César Burlamaqui procurou consolidar a administração sergipana por meio da proximidade com a família real portuguesa, usando a ligação monárquica como fonte de legitimação política.
Ao reforçar vínculos com a Coroa, sua intenção era enfraquecer as correntes liberais e constitucionais locais, que mostravam afinidade com a Junta da Bahia e as Cortes. Essa estratégia visava preservar a autoridade real e a ordem tradicional frente às pressões por autonomia e federalismo.
Práticas repressivas, como a proibição de menções à “constituição”, ilustram que sua atuação não buscava ampliar participação política, mas sim assegurar a fidelidade ao poder régio e a continuidade do regime monárquico.
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