Questão FC590633
Considere o texto sobre a presença indígena em Sergipe. O bicentenário da emancipação de Sergipe foi come- morado ou discutido em todo o ano de 2020. Nessa comemoração, os povos in
Geografia dos Estados
CESGRANRIO · 2025
Considere o texto sobre a presença indígena em Sergipe.
O bicentenário da emancipação de Sergipe foi come- morado ou discutido em todo o ano de 2020. Nessa comemoração, os povos indígenas não poderiam ficar ausentes, devido à existência ininterrupta ao longo dos últimos cinco séculos. Assim, é possível fazer uma sín- tese sobre os índios nos quatro séculos da colonização. Do primeiro, o XVI, é importante destacar a catequese iniciada pelos jesuítas, as doenças que mataram mui- tos índios, as alianças com os portugueses para partici- par em suas guerras, as fugas e, finalmente, a conquis- ta do território. No século XVII, destacamos a formação das principais aldeias que existiram em Sergipe. No século seguinte, frisamos a aplicação da legislação do marquês de Pombal, chamada de leis da liberdade dos índios, por volta de 1757. Finalmente, no século da emancipação de Sergipe é relevante destacar que os índios de Pacatuba foram recrutados pelo comandante das armas para lutar contra o primeiro presidente de Sergipe, em 1824. No período entre o final do século XIX e o início do XX teve destaque a luta de um notável indígena que assume o protagonismo de seu povo.
MONTEIRO, D. et al. Debate sobre os povos indígenas no bicentenário da emancipação de Sergipe. In: SOUZA, A.; SANTOS, C. (org.). Clio Digital: Memórias e Histórias de Sergipe (200 anos da Independência) formação. Aracaju: Criação, 2022. Adaptado.
O mencionado protagonismo da luta indígena em Sergipe, no final do século XIX e início do XX, refere-se à atuação do
- Líder Raoni Metuktire, da etnia Caiapó
- Cacique Mário Juruna, da etnia Xavante
- Cacique Inocêncio Pires, da etnia Xokó
- Ambientalista Ailton Krenak, da etnia Krenak
- Escritor Daniel Munduruku, da etnia Munduruku
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Cacique Inocêncio Pires, da etnia Xokó, liderou a resistência indígena em Sergipe no final do século XIX e início do século XX.
Em 1898 ele e sua comunidade sofreram expulsões violentas da região da Caiçara, promovidas por interesses fazendários. Inocêncio organizou deslocamentos e buscou refúgio entre povos vizinhos, como os Kariri, até articular o retorno ao seu território ancestral na Ilha de São Pedro.
Sua atuação é significativa por exemplificar a defesa coletiva contra a apropriação de terras, a violência fundiária e a negação de direitos. Inocêncio Pires permanece como símbolo da continuidade da luta Xokó pela terra, identidade e reprodução cultural.
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