Questão FC61227
Cidadania e Responsabilidade Social do Contador como agente da conscientização tributária das empresas e da sociedade Entende-se que a arrecadação incidente sobre os diversos setor
Regência
FGV · 2011
Cidadania e Responsabilidade Social do Contador como agente da conscientização tributária das empresas e da sociedade
Entende-se que a arrecadação incidente sobre os diversos setores produtivos é necessária para a manutenção da máquina governamental, para a sustentação do Estado em suas atribuições sociais e para aplicação na melhoria da qualidade de vida da população. É imprescindível que a tributação seja suportável e mais bem distribuída e que contribuam com justiça e se beneficiem dessa contribuição.
A conjuntura atual exige maior qualificação em todas as áreas do conhecimento; assim, a profissão contábil deve despertar para a conscientização tributária. Conceitos como parceria e corresponsabilidade no sistema tributário somente podem ser efetivados se a sociedade como um todo estiver mais esclarecida e comprometida. Apresentar alguns fatores como a falta de conscientização tributária e participação cidadã pode representar um alerta, mas não é o suficiente.
Ao analisar o progresso da humanidade, percebe-se que o desenvolvimento social e econômico foi possível porque o homem sistematizou formas de organização entre os povos. A necessidade de organização fez com que o Estado se tornasse o elemento direcionador desse processo. E, como forma de se autofinanciar, criou o tributo a fim de possibilitar as condições mínimas de sobrevivência para a sociedade civil. E, como partícipe e ponto referencial de controle, exatidão e confiança, surgiu o profissional contábil.
O contador - aqui citado na forma masculina sem querer suscitar questões de gênero - não pode mais ser visto como o profissional dos números, e sim um profissional que agrega valor, espírito investigativo, consciência crítica e sensibilidade ética. Se a atual conjuntura exige maior qualificação profissional, o conhecimento contábil deve transcender o processo específico e visualizar questões globais pertinentes ao novo mundo do trabalho, que exige criatividade, perfil de empreender e habilidade de aprender, principalmente nas relações sociais.
Sendo assim, alguns conceitos tornam-se essenciais para estabelecer a relação entre Estado, sociedade, empresa e o contador. O Estado tem por missão suprir as necessidades básicas da população; assim, sua eficiência e transparência tornam-se mister do processo.
Entre a sociedade, a empresa e o Estado, está o profissional contábil, que, por sua vez, é o elo entre Fisco e contribuinte. É de fundamental importância que esse profissional aprimore seu entendimento tributário, percebendo sua necessidade. Ratifica-se, assim, o conceito de que a conscientização tributária pode representar um ponto de partida para a formação cidadã como uma das formas eficazes de atender às demandas sociais, com maior controle sobre a coisa pública.
É dever do Estado manter as necessidades básicas da população; e, para isso, são impostas obrigações. Os contribuintes, porém, não possuem apenas deveres, mas também plenos direitos.
Se o Fisco - aqui referenciando-se o estadual - é por demais significativo para o funcionamento da máquina administrativa, sua eficiência e transparência tornam-se mister do processo. Nesse sentido, se a evasão tributária é uma doença social, seu combate ou tratamento não pode ficar restrito aos seus agentes; é necessário o envolvimento de toda a sociedade. Entretanto, interesses diversos sempre deixaram a sociedade à margem do processo, como se ela não precisasse participar de forma efetiva das decisões econômicas e, em contrapartida, contribuir de forma direta e irrestrita para a própria sustentação.
(...)
(Merlo, Roberto Aurélio; Pertuzatti, Elizandra. Disponível em . Com adaptações)
Ratifica-se, assim, o conceito de que a conscientização tributária pode representar um ponto de partida para a formação cidadã como uma das formas eficazes de atender às demandas sociais, com maior controle sobre a coisa pública.
No período acima, empregou-se corretamente o acento grave para indicar o fenômeno da crase.
Assinale a alternativa em que o acento grave tenha sido empregado corretamente.
- Em visita ao Rio, fomos à Copacabana da Bossa Nova.
- Esta prova vai de 13h às 18h.
- Finalmente fiquei face à face com a tão esperada prova.
- Os candidatos somente podem deixar o local de prova à partir das 15h.
- Pedimos um bife à cavalo.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Na frase Em visita ao Rio, fomos à Copacabana da Bossa Nova, o emprego da crase está correto.
A regra básica é a junção da preposição "a" com o artigo "a" que acompanha um substantivo feminino, resultando em à (crase).
Aqui, o verbo de movimento "fomos" exige a preposição a, e o substantivo está determinado por artigo feminino, pois trata-se de uma referência específica, "a Copacabana da Bossa Nova", não a Copacabana em sentido genérico. Assim, ocorre a soma: a (preposição) + a (artigo) = à.
Portanto, a crase em "fomos à Copacabana da Bossa Nova" expressa corretamente a contração exigida pela construção sintática e pelo uso definido do topônimo.
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