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Questão FC66620

O Prefeito do Município Alfa, ao ler reportagem de um jornal de grande circulação, verificou que diversos cidadãos estariam reclamando da qualidade dos produtos comercializados por

Poderes e Deveres da Administração

FGV · 2024

O Prefeito do Município Alfa, ao ler reportagem de um jornal de grande circulação, verificou que diversos cidadãos estariam reclamando da qualidade dos produtos comercializados por um supermercado da localidade, ao argumento de que haveria a venda de produtos com prazo de validade expirado.
Em assim sendo, o agente político determinou que a Procuradoria Municipal apresentasse um parecer versando sobre a viabilidade jurídica de que, em eventual fiscalização no estabelecimento comercial, houvesse a apreensão de mercadorias cujo prazo de validade já tivesse transcorrido integralmente.
Nesse cenário, considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominante, está correto afirmar que a eventual fiscalização do Poder Público no supermercado poderá ensejar a apreensão de mercadorias fora do prazo de validade,
  1. independentemente de manifestação do Poder Judiciário, em razão do atributo da autoexecutoriedade do ato administrativo.
  2. desde que haja autorização prévia do Poder Judiciário, pela ausência do atributo da autoexecutoriedade do ato administrativo.
  3. independentemente de manifestação do Poder Judiciário, em razão do atributo da coercibilidade do ato administrativo.
  4. desde que haja autorização prévia do Poder Judiciário, pela ausência do atributo da coercibilidade do ato administrativo.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa está correta porque a apreensão de produtos com prazo de validade vencido é exercício do poder de polícia, destinado a proteger a saúde pública e a segurança do consumidor.

Os atos de polícia administrativa são dotados de autoexecutoriedade, ou seja, a Administração pode executar medidas necessárias imediatamente, sem prévia autorização judicial, quando se trata de impedir risco à coletividade.

Isso admite, em casos urgentes, o contraditório diferido, com possibilidade de defesa posterior pelo comerciante, e não afasta o controle judicial subsequente, que pode revisar a legalidade da apreensão.

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