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Questão FC66650

Caso um ente federativo opte por criar uma entidade administrativa dotada de personalidade jurídica de direito privado, com forma de sociedade empresarial, criação autorizada por l

Organização Administrativa

FGV · 2024

Caso um ente federativo opte por criar uma entidade administrativa dotada de personalidade jurídica de direito privado, com forma de sociedade empresarial, criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social, em princípio, seria integralmente detido pelo ente federativo, para a prestação de determinado serviço público em regime de monopólio, é correto afirmar que se trata de
  1. uma sociedade de economia mista, para qual não poderão ser asseguradas as prerrogativas da Fazenda Pública, notadamente o regime de precatórios e a imunidade tributária recíproca.
  2. uma entidade autárquica, cuja criação independe do registro dos atos constitutivos junto às autoridades competentes, pois sua personalidade jurídica decorre diretamente da lei.
  3. uma estatal, cujo regime de pessoal assegura a garantia da estabilidade após 3 (três) anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho.
  4. uma fundação de direito privado, para a qual são reconhecidas as prerrogativas processuais da Fazenda Pública em decorrência de expressa determinação legal.
  5. uma empresa pública, sendo admitida em seu capital a participação de outras entidades da Administração Indireta, desde que a maioria do capital votante permaneça de propriedade do ente federativo.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Trata-se de uma empresa pública, pessoa jurídica de direito privado, criada por autorização legal e dotada de patrimônio próprio para a prestação de serviço público, inclusive em regime de monopólio.

O capital social, em princípio, é integralmente detido pelo ente federativo, o que assegura sua vinculação ao poder público e a finalidade estatal da atividade.

É admitida a entrada de outras pessoas jurídicas de direito público e de entidades da administração indireta no seu capital, desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade do ente federativo, preservando-se assim o controle público sobre a empresa.

Essa configuração garante autonomia patrimonial e regime jurídico de direito privado, sem afastar o controle estatal sobre decisões estratégicas.

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