Questão FC66920
Luiz, ocupante de um cargo em comissão no âmbito do Ministério da Cultura, revelou, dolosamente e com o objetivo de obter proveito indevido para si, fato de que tinha ciência em ra
Improbidade Administrativa
FGV · 2024
- praticou ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública.
- não praticou ato de improbidade administrativa, por não se enguadrar como servidor público estatutário.
- praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito.
- praticou ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.
- não praticou ato de improbidade administrativa, por ausência de previsão legal.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Nos termos da Lei nº 8.429/1992, o comportamento descrito configura ato de improbidade administrativa previsto no art. 11, por violar dolosamente os deveres de honestidade, imparcialidade e legalidade.
O inciso III do referido dispositivo tipifica como improbidade a conduta de revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada, justamente o que Luiz praticou, ao divulgar informação sigilosa visando proveito indevido.
Além do elemento subjetivo doloso e do fim de obter vantagem, o enunciado aponta lesividade relevante ao bem jurídico tutelado, confirmando a incidência da norma e, por isso, a correção da alternativa A.
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