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Questão FC66929

João Feijão, servidor público municipal, foi citado em ação de improbidade administrativa na qual é alegada a prática de ato de má-fé, visando a benefício próprio, tipificada na Le

Improbidade Administrativa

FGV · 2024

João Feijão, servidor público municipal, foi citado em ação de improbidade administrativa na qual é alegada a prática de ato de má-fé, visando a benefício próprio, tipificada na Lei de Improbidade. Imediatamente, João Feijão solicita ao juiz a possibilidade de tentativa de autocomposição com o Ministério Público.
A respeito da situação hipotética narrada, assinale a afirmativa correta.
  1. A lei que regula a Improbidade Administrativa veda expressamente a transação, o acordo ou a conciliação.
  2. Para a realização da autocomposição no caso, é necessário aplicar analogamente a norma fundamental prevista no Código de Processo Civil que prevê que os métodos de solução consensual de conflitos devem ser estimulados, inclusive no curso do processo judicial.
  3. Havendo a possibilidade de solução consensual, as partes poderão requerer ao juiz a interrupção do prazo para contestar.
  4. Não cabe autocomposição em improbidade administrativa, pois a natureza do direito discutido é indisponível.
  5. A lei que regula a Improbidade Administrativa, embora não tenha vedação expressa de transação, acordo ou conciliação, é incompatível com as formas de autocomposição, pois a ação de improbidade é repressiva e tem caráter sancionatório.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa está correta porque a Lei de Improbidade prevê expressamente a possibilidade de solução consensual. Pelo art. 17, §10-A, da Lei 8.429/1992, havendo possibilidade de solução consensual, as partes podem requerer ao juiz a interrupção do prazo para contestar.

Esse pedido visa permitir a tentativa de autocomposição entre as partes, sem prejuízo ao exercício do contraditório, e possibilita negociações destinadas à composição do litígio.

O dispositivo limita a medida a prazo não superior a 90 dias, cabendo ao magistrado autorizar a interrupção conforme as circunstâncias do caso, garantindo segurança jurídica e tempo adequado para a formulação de acordo.

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