Questão FC669764
Texto para o item. Tico‑tico no limoeiro Um tico‑tico (Zonotrichia capensis), muito confundido com o pardal (Passer domesticus), subiu no limoeiro do meu quintal. Com impressionant
Sintaxe
QUADRIX · 2025
Texto para o item.
Tico‑tico no limoeiro
Um tico‑tico (Zonotrichia capensis), muito confundido com o pardal (Passer domesticus), subiu no limoeiro do meu quintal. Com impressionante destreza, começou a comer pequenos insetos e larvas, movimentando o pescoço para isso e para observar o entorno e saber se estava seguro. Olhou‑me diretamente nos olhos, ameaçou voar e, como visse que eu não era lá uma ameaça, continuou alimentando‑se. Soube que era uma fêmea quando um macho da espécie a cortejou, deu‑lhe como que um beijo após meter o bico em um limão suculento e montou nela. Toda a cena do acasalamento não durou cinco segundos.
A fêmea voou. O macho ficou batendo as asas e cantando (felicidade?). Eu observei o verde do limão chupado contra o azul do céu de outubro. Um azul vivo e quente como a vida que insiste em pulsar, apesar das agruras lá fora.
Internet: <folhadabaixada.com.br> (com adaptações).
Quanto aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
Nesse trecho, “Olhou‑me diretamente nos olhos,ameaçou voar e, como visse que eu não era lá uma ameaça, continuou alimentando‑se”, a oração “como visse que eu não era lá uma ameaça” poderia ser reescrita da seguinte maneira, sem prejuízo à correção gramatical nem ao sentido, “como viu que eu não era lá uma ameaça”.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Como visse (pretérito imperfeito do subjuntivo) e como viu (pretérito perfeito do indicativo) são ambas formas gramaticalmente aceitáveis na construção apresentada. Aqui como tem valor temporal/condicional equivalente a quando ou ao perceber, e as duas formas situam a percepção do pássaro no passado, justificando a continuação da alimentação.
A diferença é de estilo e de nuance aspectual: o subjuntivo tende a sugerir uma expressão mais circumstancial ou subjetiva, enquanto o indicativo marca o fato como constatado e pontual. Contudo, no contexto narrativo dado, essa nuance não altera o sentido essencial da oração — o pássaro percebeu que não havia ameaça e continuou a alimentar‑se.
Por isso a reescrita é correta e preserva o conteúdo comunicativo, justificando o julgamento CERTO.
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