Questão FC669850
Texto para o item. Temos, hoje, um número considerável de dados formais a respeito dos hábitos, das condições de vida e da constituição física do homem primitivo, passados ao domín
Concordância (Verbal e Nominal)
QUADRIX · 2025
Texto para o item.
Temos, hoje, um número considerável de dados formais a respeito dos hábitos, das condições de vida e da constituição física do homem primitivo, passados ao domínio público por meio de estudos publicados pelo Instituto de Paleontologia Humana, de Paris, e de revistas especializadas de todo o mundo ocidental.
Graças a tais estudos, sabemos que os nossos longínquos ancestrais europeus estiveram, como nós, sujeitos às mais estranhas e variadas enfermidades orgânicas.
Entretanto, os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença, por tempo e período) que afligiam o homem das primeiras idades firmam‑se unicamente no exame de algumas peças ósseas acaso poupadas à completa ruína e capazes de fornecer apenas indícios, ainda muito incompletos e pouco seguros para autorizar amplas inferências a respeito do tema.
Todas as partes moles do corpo e os órgãos essenciais à vida, onde ordinariamente se aninham as doenças e afecções que causam a morte, desapareceram para sempre, deixando, assim, o pesquisador na impossibilidade absoluta de conhecer a maioria dos males físicos que vitimaram os povos mais antigos.
A existência de corpos intactos, exumados de locais em alguns países da Europa, pertenciam ao período final da Idade dos Metais (último período da Pré‑História, ocorrido entre 3.000 a.C. e 1.000 a.C.) e, portanto, ao limiar da história.
É notório, porém, no que diz respeito à mortalidade, ocorrida entre vinte e trinta anos, que a proporção é, entre homens e mulheres, exatamente inversa. A curta duração da vida dos homens pré‑históricos é um fato natural, enquanto a longevidade que se observa nos dias atuais é uma consequência do progresso material alcançado pela humanidade.
Se fôssemos colocados nas mesmas condições de existência dos nossos remotos antepassados, é certo que a média de nossas vidas seria perfeitamente igual à deles.
Internet: <www.institutodoceara.org.br> (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item seguinte.
No terceiro parágrafo, o termo “afligiam” pode ser substituído, sem prejuízo à correção gramatical, por infligia.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação é errada porque a substituição proposta gera problema de concordância e de regência verbal. Na frase, afligiam está no plural porque concorda com o referente plural fenômenos, e tem como objeto direto o homem das primeiras idades.
Já o verbo infligir exige regência diferente: algo é infligido a alguém. Trocar por infligia (singular) quebra a concordância; para manter plural e regência correta seria preciso usar infligiam e acrescentar a preposição, por exemplo: que infligiam ao homem. Além disso, há diferença de sentido: afligir = causar sofrimento; infligir = impor pena ou prejuízo. Portanto, a troca proposta prejudica a correção gramatical e altera o sentido.
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