Questão FC669937
Texto para o item. Ferrari cobra R$ 42 mil de dentista acusado por plágio após fabricar réplica no interior de SP O que era um hobby se tornou um pesadelo para um morador de Cachoe
Vocábulo "Que"
QUADRIX · 2025
Texto para o item.
Ferrari cobra R$ 42 mil de dentista acusado por plágio após fabricar réplica no interior de SP
O que era um hobby se tornou um pesadelo para um morador de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, que criou uma réplica de uma Ferrari F‑40 na garagem da própria casa e acabou processado pela montadora italiana. Pela lei, réplicas podem configurar crime contra registro de marca.
O caso se arrasta na Justiça desde 2019, quando o dentista José Vitor Estevam Siqueira fez uma réplica do modelo de forma improvisada e colocou o protótipo à venda na internet, alegando dificuldades financeiras. A Ferrari, no entanto, descobriu e pediu a apreensão do veículo.
No processo, o dentista foi condenado a deixar de fabricar ou anunciar a venda de modelos que imitem a marca Ferrari e a pagar uma indenização por lucros cessantes (perda de receita) e danos materiais.
Cinco anos após o caso, a montadora ainda tenta judicialmente receber a indenização. O valor atualizado da dívida é de R$ 42,5 mil. A Justiça fez buscas nas contas bancárias do dentista, e encontrou R$ 887,74, que foram bloqueados.
Durante a disputa judicial, o dentista também chegou a processar a montadora pedindo indenização de R$ 100 mil por danos morais, o que foi negado. Ele alegou que teve que passar por tratamento psicológico, reflexo dos impactos sofridos pela exposição depois do caso ser exposto pela empresa e a réplica ser apreendida.
O carro foi apreendido para a perícia. Nas redes sociais, o criador fez um apelo por temer que o veículo fosse destruído. A Ferrari diz que tem feito pente‑fino contra réplicas e o uso da marca sem autorização no Brasil.
Apaixonado pela escuderia desde criança, Vitor começou a produzir o modelo, de maneira artesanal, no fim de 2017. Dentista por formação, ele se diz entusiasta de ciência e tecnologia – por isso, desenvolveu máquinas e descobriu por “tentativa e erro” meios de construir um protótipo do “possante”.
O veículo original foi lançado em 1987. Esse foi o último veículo da Ferrari produzido com a supervisão de Enzo Ferrari, fundador da marca. O automóvel original alcança 300 km/h e há pouco mais de mil exemplares da ‘supermáquina’ no mundo. Por ser considerado raro no mercado, o preço do esportivo varia, ultrapassando os R$ 4 milhões.
O carro feito por Vitor foi construído do zero, com metais comprados em casas de ferragem e lojas de material de construção. As chapas, para dar forma ao automóvel, foram cortadas no laboratório que ele montou nos fundos da casa onde mora, em Cachoeira Paulista.
“Era um sonho infantil, inocente, eu não imaginei que poderia isso. Eu aceitei como um desafio para mim mesmo e comecei a estudar, investir tempo e dinheiro para que saísse do papel”, disse à época.
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
Com base no texto, julgue o item a seguir.
em “que foram bloqueados”, aparece a conjunção coordenativa explicativa “que”.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada ERRADO porque o "que" em "R$ 887,74, que foram bloqueados" não é uma conjunção coordenativa explicativa.
Trata‑se de pronome relativo que retoma o antecedente "R$ 887,74" e introduz uma oração adjetiva explicativa, adicionando informação sobre esse valor. A presença das vírgulas reforça o caráter explicativo da oração.
Teste prático: substitui‑se por "os quais" — "R$ 887,74, os quais foram bloqueados" — e a frase continua correta, o que confirma a função relativa do "que".
Portanto, classificar esse "que" como conjunção coordenativa explicativa é incorreto; ele funciona como pronome relativo iniciando uma oração subordinada adjetiva explicativa.
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