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Questão FC669993

Texto para o item. Temos, hoje, um número considerável de dados formais a respeito dos hábitos, das condições de vida e da constituição física do homem primitivo, passados ao domín

Interpretação de Textos (Compreensão)

QUADRIX · 2025

Texto para o item.

Temos, hoje, um número considerável de dados formais a respeito dos hábitos, das condições de vida e da constituição física do homem primitivo, passados ao domínio público por meio de estudos publicados pelo Instituto de Paleontologia Humana, de Paris, e de revistas especializadas de todo o mundo ocidental.

Graças a tais estudos, sabemos que os nossos longínquos ancestrais europeus estiveram, como nós, sujeitos às mais estranhas e variadas enfermidades orgânicas.

Entretanto, os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença, por tempo e período) que afligiam o homem das primeiras idades firmam‑se unicamente no exame de algumas peças ósseas acaso poupadas à completa ruína e capazes de fornecer apenas indícios, ainda muito incompletos e pouco seguros para autorizar amplas inferências a respeito do tema.

Todas as partes moles do corpo e os órgãos essenciais à vida, onde ordinariamente se aninham as doenças e afecções que causam a morte, desapareceram para sempre, deixando, assim, o pesquisador na impossibilidade absoluta de conhecer a maioria dos males físicos que vitimaram os povos mais antigos.

A existência de corpos intactos, exumados de locais em alguns países da Europa, pertenciam ao período final da Idade dos Metais (último período da Pré‑História, ocorrido entre 3.000 a.C. e 1.000 a.C.) e, portanto, ao limiar da história.

É notório, porém, no que diz respeito à mortalidade, ocorrida entre vinte e trinta anos, que a proporção é, entre homens e mulheres, exatamente inversa. A curta duração da vida dos homens pré‑históricos é um fato natural, enquanto a longevidade que se observa nos dias atuais é uma consequência do progresso material alcançado pela humanidade.

Se fôssemos colocados nas mesmas condições de existência dos nossos remotos antepassados, é certo que a média de nossas vidas seria perfeitamente igual à deles.

Internet: <www.institutodoceara.org.br> (com adaptações).

 

A respeito das ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.

 

Segundo o texto, foi possível aos estudiosos estimar com precisão a morbidade dos nossos ancestrais.

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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmação foi julgada ERRADA porque o próprio texto nega a possibilidade de estimativas precisas. Os estudos mencionados baseiam‑se, segundo o autor, em diagnósticos retrospectivos apoiados apenas em algumas peças ósseas, que fornecem indícios incompletos e pouco seguros.

O texto ressalta que as partes moles do corpo e órgãos essenciais desapareceram, o que deixa o pesquisador em condição de impossibilidade absoluta para conhecer a maioria das enfermidades. Assim, não há dados suficientes para estimar com precisão a morbidade.

Além disso, corpos intactos citados pertencem ao final da Idade dos Metais, período próximo da história, e não representam a totalidade dos povos pré‑históricos. Portanto, afirmar que foi possível estimar a morbidade com precisão contradiz as limitações explícitas do texto.

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