Questão FC67201
José, ocupante de cargo em comissão de determinado órgão da Administração Pública estadual, foi incluído no quadro de servidores efetivos desse mesmo órgão por ato administrativo d
Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Administrativa
FGV · 2024
Nessa situação, é correto afirmar que:
- a pretensão ministerial prescreve no prazo de cinco anos, a contar da investidura no cargo efetivo;
- o direito à anulação do ato administrativo decai no prazo de cinco anos, a contar da investidura no cargo efetivo;
- o direito à anulação do ato administrativo decai no prazo de cinco anos, a contar da investidura no cargo efetivo, salvo se o Ministério Público comprovar a má-fé de José;
- a pretensão ministerial prescreve no prazo de cinco anos, a contar da investidura no cargo efetivo, salvo se o Ministério Público comprovar a má-fé de José;
- não são aplicáveis os institutos da prescrição e da decadência.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa está correta porque atos de provimento em cargo público sem concurso configuram vício que atinge a própria Constituição, sendo considerados nulos de pleno direito.
Por isso não se aplicam os institutos da prescrição e da decadência, o decurso do tempo não convalida a inconstitucionalidade e a nulidade pode ser reconhecida a qualquer tempo, pela Administração ou pelo Judiciário.
Esse entendimento decorre do comando constitucional (art. 37, II) e foi consolidado pela jurisprudência do STF e do STJ, inclusive pela Súmula Vinculante 43, que veda provimentos sem prévio concurso.
Na prática, o Ministério Público pode propor ação para anular o ato independentemente do tempo decorrido, sem necessidade de comprovar má-fé.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em