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Questão FC67228

A Assembleia Legislativa do estado Alfa descumpriu os limites de gastos com pessoal, razão pela qual a União proibiu o estado Alfa de realizar operações de crédito e de receber tra

Jurisprudência dos Tribunais Superiores em Matéria Administrativa

FGV · 2024

A Assembleia Legislativa do estado Alfa descumpriu os limites de gastos com pessoal, razão pela qual a União proibiu o estado Alfa de realizar operações de crédito e de receber transferências de recursos federais, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, não obstante a inexistência de irregularidades no tema pelo Poder Executivo estadual.
De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a União agiu:
  1. corretamente, pois a Assembleia Legislativa faz parte da administração direta do estado Alfa;
  2. corretamente, pois a Assembleia Legislativa é pessoa jurídica de direito público da administração indireta do estado Alfa;
  3. corretamente, pois é o ente federativo do estado Alfa que mantém relação jurídica contratual com a União;
  4. incorretamente, por violação ao princípio da intranscedência, pois o Poder Executivo não tem competência para intervir na esfera orgânica do Legislativo;
  5. incorretamente, por violação ao princípio da impessoalidade, pois é inconstitucional restrição imposta pela União aos estados por ilegalidades cometidas por gestores públicos, que devem ser responsabilizados pessoalmente.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D está correta porque a União agiu de forma incorreta, ao impor sanções que alcançaram o Estado Executivo por irregularidades praticadas pelo Poder Legislativo estadual.

O princípio da intranscendência estabelece que a punição administrativa ou restrição de direitos não pode ultrapassar o responsável direto pela irregularidade, preservando a autonomia dos Poderes prevista na Constituição.

No caso descrito, vedou-se ao Executivo estadual celebrar operações de crédito e receber transferências por fatos atribuíveis à Assembleia Legislativa, medida que transfere a penalidade a agente diverso do efetivo responsável, atentando contra a separação de poderes.

O Supremo Tribunal Federal consolidou esse entendimento, de modo que a atuação da União foi inconstitucional.

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