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Questão FC67398

Pitágoras, Oficial de Promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, dolosamente recebeu vantagem econômica, correspondente à propina de vinte mil reais, para omitir ato

Improbidade Administrativa

FGV · 2023

Pitágoras, Oficial de Promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo, dolosamente recebeu vantagem econômica, correspondente à propina de vinte mil reais, para omitir ato que deveria praticar de ofício, no exercício de suas atribuições.
Considerando o disposto na Lei de Improbidade Administrativa, é correto afirmar que Pitágoras
  1. não praticou ato de improbidade, pois a conduta está sujeita à sanção penal.
  2. praticou ato de improbidade que importa em enriquecimento ilícito.
  3. praticou ato de improbidade que causa prejuízo ao erário.
  4. praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública.
  5. não praticou ato de improbidade, pois a conduta deve ser responsabilizada na esfera disciplinar.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Pitágoras, na qualidade de agente público, recebeu R$20.000 para deixar de praticar ato a que estava obrigado. Essa conduta preenche os elementos do tipo legal que caracteriza ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito.

A Lei nº 8.429/1992, em seu art. 9, inciso X, tipifica como improbidade o fato de receber vantagem econômica, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício. É exigido o elemento subjetivo dolo, presente no enunciado ao informar que a vantagem foi recebida dolosamente.

Assim, fica configurada a responsabilidade por improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito, sujeitando Pitágoras às medidas civis previstas na lei, como ressarcimento, perda de bens, multa e demais sanções administrativas.

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