Questão FC67401
João, prefeito do Município Delta, no exercício de suas atribuições, dolosamente, praticou, no âmbito da Administração Pública e com recursos do erário, a conduta de realizar publi
Improbidade Administrativa
FGV · 2023
Apesar da finalidade de obter proveito para si e da lesividade ao bem jurídico tutelado, João tinha a convicção de que sua conduta não importaria em vantagem patrimonial indevida, tampouco ocasionaria prejuízo ao erário, pois acreditava que a população tinha o direito de ter conhecimento das melhorias por ele pessoalmente realizadas na localidade.
Considerando os fatos narrados, à luz do disposto na Lei nº 8.429/1992, com a redação conferida pela Lei nº 14.230/2021, é correto afirmar que João:
- não praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública, na medida em que a conduta por ele realizada deve ser enquadrada no rol taxativo dos atos de improbidade que importam em enriquecimento ilícito;
- não praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública, pois a conduta descrita não se enquadra dentre aquelas elencadas no rol taxativo do dispositivo que delimita a sua caracterização;
- praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública, pois a conduta descrita se enquadra no dispositivo que delimita a sua caracterização, cujo rol é taxativo;
- praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública, apesar de a conduta não estar especificada no dispositivo que delimita a sua caracterização, considerando que o rol do dispositivo é exemplificativo;
- não praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública, considerando que a conduta por ele praticada deve ser enquadrada no rol taxativo dos atos de improbidade que causam prejuízo ao erário.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
João praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração Pública previsto no art. 11, XII da Lei nº 8.429/1992. Estão presentes os elementos exigidos pela norma: atuação no âmbito da administração pública, uso de recursos do erário e promoção de ato de publicidade contrário ao §1º do art. 37 da CF, com objetivo de inequívoco enaltecimento do agente e personalização de atos, programas ou obras.
A lei exige o elemento subjetivo do dolo, não a existência de vantagem patrimonial ou de prejuízo ao erário. Como a questão informa que a conduta foi praticada dolosamente, resta caracterizada a improbidade administrativa nos termos do dispositivo, o que justifica a resposta correta.
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