Questão FC67408
Marcelo é servidor público estadual, ocupante de cargo efetivo de médico e, atualmente, é Diretor de importante hospital estadual. Valendo-se de sua autoridade no ambiente de traba
Improbidade Administrativa
FGV · 2023
Valendo-se de sua autoridade no ambiente de trabalho, Marcelo, dolosamente, utilizou, em serviço particular em seu consultório privado, o trabalho de servidores públicos lotados no hospital estadual, na medida em que as servidoras enfermeiras Maria e Cláudia, durante o horário do expediente do citado hospital estadual, saíam do hospital público para fazer triagem nos pacientes de Marcelo, em seu consultório particular.
De acordo com a atual redação da Lei de Improbidade Administrativa, Marcelo
- não praticou ato de improbidade administrativa, pois não é agente público titular de mandato eletivo.
- não praticou ato de improbidade administrativa, pois houve revogação do dispositivo legal que anteriormente tipificava o ato descrito como ímprobo.
- praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e, por isso, está sujeito, entre outras sanções, à suspensão dos direitos políticos por até 8 (oito) anos.
- praticou ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e, por isso, está sujeito, entre outras sanções, ao pagamento de multa civil equivalente ao valor do dobro do dano.
- praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e, por isso, está sujeito, entre outras sanções, à perda da função pública.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Marcelo, ao valer-se de sua autoridade para, dolosamente, utilizar o trabalho de servidoras públicas em serviço particular durante o expediente, praticou conduta prevista como ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito, nos termos do art. 9º, IV, da Lei nº 8.429/1992 (alterada pela Lei nº 14.230/2021). Essa hipótese abrange o uso, em serviço particular, do trabalho de servidores à disposição da administração.
Como consequência, aplicam-se as cominações previstas no art. 12, I, da mesma lei, entre as quais se destacam a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos (até 14 anos), multa civil equivalente ao acréscimo patrimonial e a proibição de contratar com o poder público.
Portanto, a conduta de Marcelo configura improbidade por enriquecimento ilícito e o sujeita, entre outras sanções, à perda da função pública.
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