Questão FC693443
“Cada indivíduo julga corretamente o que conhece, sendo disso um bom juiz. Para que possa, portanto, julgar um assunto particular, é preciso que o indivíduo tenha sido educado ness
Filosofia Antiga
VUNESP · 2025
“Cada indivíduo julga corretamente o que conhece, sendo disso um bom juiz. Para que possa, portanto, julgar um assunto particular, é preciso que o indivíduo tenha sido educado nesse sentido; para ser um bom juiz, em geral, é necessário que tenha recebido uma educação completa. Sendo assim, o jovem não está apto para o aprendizado da política, porque carece de experiência de vida, que é o que supre o objeto de estudo e as teorias; além do que ele é conduzido por suas paixões. E não importa se é jovem na idade ou é uma questão de imaturidade. A lacuna não tem cunho cronológico; o problema é que sua vida e as várias metas desta são norteadas pela paixão, pois para tais indivíduos o conhecimento, como para aqueles destituídos de autocontrole, é inútil. Entretanto, para aqueles que guiam seus desejos e ações pela razão, o conhecimento dessas matérias poderá ser sumamente valioso”. (Aristóteles, 2001, 1095a1. Adaptado)
Para Aristóteles, cabe afirmar que
- os hábitos pessoais norteiam o indivíduo em direção ao bem comum.
- a falta de autocontrole é suprida pelo conhecimento de teorias éticas.
- a ética não é uma disciplina teórica, mas dependente da experiência.
- o bem-estar social resulta da contemplação da ideia de sumo bem político.
- as virtudes éticas têm força imperativa, sendo racionalmente determináveis.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Para Aristóteles, a ética não é um saber puramente teórico, mas exige experiência de vida para que o indivíduo possa julgar corretamente.
O filósofo afirma que o jovem ou o imaturo, por falta de vivência e por serem guiados pelas paixões, não aproveitam apenas o conhecimento teórico; para esses, o saber torna-se inútil na prática.
Assim, a formação moral depende do cultivo do caráter e do exercício prático: a virtude se adquire por hábitos e pela reflexão informada pela experiência, culminando na prudência (phronesis), capacidade de deliberar bem sobre ações concretas.
Em suma, Aristóteles concebe a ética como disciplina prática e enraizada na experiência, não apenas em proposições teóricas.
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