Questão FC693449
Na obra Ética a Nicômaco, Livro I, Aristóteles afirma: “Só existe um fim absoluto […]. Chamamos aquilo que merece ser buscado por si mesmo mais absoluto do que aquilo que merece se
Filosofia Antiga
VUNESP · 2025
Na obra Ética a Nicômaco, Livro I, Aristóteles afirma: “Só existe um fim absoluto […]. Chamamos aquilo que merece ser buscado por si mesmo mais absoluto do que aquilo que merece ser buscado com vistas em outra coisa, e aquilo que nunca é desejável no interesse de outra coisa mais absoluto do que as coisas desejáveis tanto em si mesmas como no interesse de uma terceira; por isso chamamos de absoluto e incondicional aquilo que é sempre desejável em si mesmo e nunca no interesse de outra coisa. Ora, esse é o conceito que preeminentemente fazemos da felicidade”.
O conceito aristotélico apresentado no excerto é entendido como a
- contemplação da verdade como o objetivo digno da existência humana.
- atividade da alma conforme a virtude ao longo de uma vida completa.
- ausência de dor e a busca pelo prazer máximo.
- acumulação de riquezas e a obtenção de poder político.
- realização de desejos individuais e a satisfação imediata.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Felicidade (em grego, eudaimonia) para Aristóteles é precisamente a atividade da alma conforme a virtude.
Isso significa que não é um estado passivo nem um prazer momentâneo, mas o exercício pleno das faculdades racionais que orientam os desejos e as ações.
Por virtude entenda-se disposições estáveis, morais e intelectuais, que regulam escolhas e condutas corretas.
O critério temporal é essencial: essa atividade deve decorrer ao longo de uma vida completa, pois a excelência humana se manifesta em prática duradoura.
Assim, a alternativa expressa o conceito aristotélico de bem supremo, buscado por si mesmo, como realização racional e virtuosa da vida humana.
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