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Questão FC693490

Na Crítica da razão pura, Kant apresenta sua crítica ao empirismo de Hume. Diz o filósofo: “Hume concluiu pois, falsamente, da contingência da nossa ação de determinar segundo a le

Filosofia Moderna

VUNESP · 2025

Na Crítica da razão pura, Kant apresenta sua crítica ao empirismo de Hume. Diz o filósofo: “Hume concluiu pois, falsamente, da contingência da nossa ação de determinar segundo a lei, a contingência da própria lei e confundiu a passagem do conceito de uma coisa à experiência possível (…) com a síntese dos objetos da experiência real que, na verdade, é sempre empírica”. A crítica kantiana mencionada está pautada em sua concepção de causalidade como

  1. aplicável ao conhecimento do númeno.
  2. categoria a priori do entendimento.
  3. resultado do juízo sintético.
  4. constituído a partir da experiência.
  5. princípio subjetivo da associação de ideias.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa afirma que a causalidade é constituída a partir da experiência. Isso significa que a relação de causa e efeito não é uma estrutura mental inata, mas uma generalização formada a partir da observação repetida de eventos.

Por esse enfoque, a formação da ideia causal passa pela indução: ao perceber regularidades — sucessões constantes entre acontecimentos — inferimos uma conexão. O conhecimento causal torna‑se, portanto, contingente e sujeito a revisão quando surgem novas observações.

Na prática, explica por que concluímos empiricamente que A provoca B: após verificar muitas vezes A seguido de B, construímos a regra causal. Assim, as leis causais operam como generalizações empíricas dependentes da experiência sensível.

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