Questão FC693491
Kant discute a relação entre a razão especulativa e as ilusões transcendentes na seguinte passagem da Crítica da razão pura: “Um procedimento desta espécie, que consiste em submete
Filosofia Moderna
VUNESP · 2025
Kant discute a relação entre a razão especulativa e as ilusões transcendentes na seguinte passagem da Crítica da razão pura: “Um procedimento desta espécie, que consiste em submeter ao exame os fatos da razão, e, segundo o caso, à sua repreensão, pode-se designar por censura da razão. E incontestável que esta censura conduz inevitavelmente à dúvida com respeito a todo o uso transcendental dos princípios. (…) O primeiro passo nas coisas da razão pura (…) é dogmático. O segundo passo (…) é cético e testemunha a prudência do juízo avisado pela experiência. Mas é ainda necessário um terceiro passo, (…) o qual tem por fundamento máximas sólidas e de provada universalidade; consiste em submeter a exame não os fatos da razão, mas a própria razão no que respeita a todo o poder e capacidade de conhecimento puro a priori; já não se trata aqui da censura, mas da crítica da razão”. A passagem da “censura” para a “crítica”, mencionada no excerto, implica
- evitar as ilusões transcendentes, delimitando o uso legítimo da razão.
- substituir a investigação dos princípios da razão pela rejeição total da metafísica.
- assegurar que os princípios da razão pura sejam aplicados sem restrições.
- estabelecer verdades metafísicas absolutas por meio do uso transcendental da razão.
- rejeitar completamente o uso especulativo da razão pura.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A passagem indica que a transição da censura para a crítica visa investigar a própria razão, não apenas apontar erros isolados.
Na prática, Kant propõe examinar os limites e a competência do conhecimento puro a priori para evitar as chamadas ilusões transcendentes, que surgem quando a razão ultrapassa a experiência e pretende conhecer o incognoscível.
Assim, a crítica estabelece normas e máximas sólidas sobre onde a razão pode operar legitimamente, delimitando seu campo de ação e impedindo o uso dogmático e excessivo de princípios transcendentais.
O resultado é a definição do uso legítimo da razão, preservando a validade do conhecimento sem permitir especulações vazias além dos seus limites.
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