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Questão FC693502

Se antes a informação era um produto comercializado pelas grandes instituições e emissoras, agora é também feita pelos indivíduos. Cada usuário das redes sociais se configura como

Filosofia Moderna

VUNESP · 2025

Se antes a informação era um produto comercializado pelas grandes instituições e emissoras, agora é também feita pelos indivíduos. Cada usuário das redes sociais se configura como um grande emissor; cada indivíduo se torna uma mídia poderosa. No entanto, repete-se a fórmula na qual a relevância das informações está vinculada não ao seu potencial emancipatório, mas à audiência que é capaz de gerar (entendida como o número de compartilhamentos, seguidores, tempo de permanência). Enquanto não se desenvolver uma cultura crítica do uso dos meios em benefício da libertação humana, os meios digitais se parecerão, cada vez mais, com os meios de comunicação de massa. A massificação se torna remassificação.

 

(Patricio Dugnani. “Meios de Comunicação de

Massa e Meios Digitais: remassificação e internetilização”.

In: Anagramas Rumbos y Sentidos de la Comunicación, 2024. Adaptado.)

 

O excerto revela que a comunicação contemporânea mantém traços centrais dos conceitos de indústria cultural, teorizados pela Escola de Frankfurt, que podem ser identificados a partir da

  1. reprodução da alienação em favor de interesses hegemônicos.
  2. neutralização da função ideológica dos dispositivos midiáticos.
  3. consolidação de uma esfera pública digital voltada à emancipação do indivíduo.
  4. valorização da linguagem digital como forma de autonomia simbólica.
  5. reconfiguração estética das mídias voltada à legitimação democrática.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A resposta indica que o trecho evidencia a reprodução da alienação em favor de interesses hegemônicos.

O conceito de indústria cultural descreve como bens simbólicos são produzidos e distribuídos de forma padronizada e mercantil, transformando cultura em produto.

No excerto, embora a produção informacional seja agora difundida por indivíduos, a relevância do conteúdo depende de métricas de audiência (compartilhamentos, seguidores, tempo de permanência).

Essa lógica privilegia fórmulas de atração e consumo em vez do potencial emancipatório das mensagens, mantendo o público em posição passiva e conformada.

Assim, a circulação digital replica a mesma dinâmica de alienação que sustenta a dominação simbólica, favorecendo interesses hegemônicos enquanto dificulta o desenvolvimento de uma crítica social eficaz.

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