Questão FC693503
Analise a charge de Gustavo Magalhães e leia o excerto. (https://gq.globo.com) Na obra “A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura”, Mario Varga
Filosofia Moderna
VUNESP · 2025
Analise a charge de Gustavo Magalhães e leia o excerto.

(https://gq.globo.com)
Na obra “A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura”, Mario Vargas Llosa afirma que a cultura conectada mundialmente em redes sociais “em vez de promover o indivíduo, imbeciliza-o, privando-o de lucidez e livre-arbítrio, fazendo-o reagir à ‘cultura’ dominante de maneira condicionada e gregária”.
(Davi Lago. “O potencial alienador das mídias digitais”, https://g1.globo.com, 28.09.2019. Adaptado)
Com base na teoria crítica da Escola de Frankfurt, a provocação trazida em conjunto pela imagem e pelo excerto
- descreve a incorporação da técnica como elemento de superação das contradições sociais, capaz de restaurar a autonomia crítica perdida.
- confirma a hipótese de que a difusão tecnológica contemporânea promove a substituição da cultura de massa por formas autênticas de expressão cultural.
- ilustra a alienação decorrente da homogeneização de comportamentos a uma lógica de consumo cultural que reforça a passividade e a dependência funcional.
- comprova que o acesso irrestrito à informação digital conduz, necessariamente, ao exercício pleno da razão comunicativa e ao consenso social.
- traduz o processo de racionalização técnica como instância emancipadora, capaz de ampliar a consciência histórica por meio da mediação tecnológica.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa C aponta que a charge e o excerto ilustram a crítica frankfurtiana sobre a Indústria Cultural: a cultura transformada em mercadoria tende à homogeneização dos comportamentos e das preferências.
Nesse quadro, mídias e redes sociais impõem formatos e pautas orientados pelo lucro, o que gera alienação ao reduzir a capacidade crítica do indivíduo e a reflexão autônoma.
O resultado é uma relação centrada no consumo cultural, que promove passividade e uma dependência funcional em relação aos conteúdos produzidos industrialmente: o sujeito deixa de ser agente crítico e passa a reproduzir padrões.
Conecta-se assim à ideia de Mario Vargas Llosa de que a cultura em rede, em vez de emancipar, pode imbecilizar ao condicionar reações de modo gregário.
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