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Questão FC693539

Em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek afirma o seguinte sobre relação entre fortuna e virtù: “ao se indagar sobre a poss

Filosofia Moderna

VUNESP · 2025

Em seu texto Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù, Maria Tereza Sadek afirma o seguinte sobre relação entre fortuna e virtù: “ao se indagar sobre a possibilidade de se fazer uma aliança com a Fortuna, esta não é mais uma força impiedosa, mas uma deusa boa [...]. Ela é mulher, deseja ser seduzida e está sempre pronta a entregar-se aos homens bravos, corajosos, aqueles que demonstram ter virtù”.

 

No excerto, a concepção de ação política para Maquiavel se estabelece a partir da relação apresentada. Tal relação consiste em

  1. interpretar a fortuna como um elemento de incerteza que pode ser parcialmente domado pela virtù, desde que o governante demonstre habilidade e coragem.
  2. descrever a fortuna como um fator predominante, enquanto a virtù se resume a uma disposição passiva diante dos eventos políticos.
  3. considerar a fortuna como uma força natural e imutável, sobre a qual a virtù não exerce qualquer controle, apenas se adapta às circunstâncias.
  4. compreender a relação entre fortuna e virtù como uma interação em que a fortuna favorece aqueles que seguem princípios éticos e morais na condução política.
  5. entender a virtù como uma qualidade intrínseca ao governante, capaz de impor a sua vontade à fortuna, eliminando os efeitos do acaso.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A justificativa expressa na alternativa interpreta fortuna como o elemento de incerteza e contingência presente na política, que não é totalmente previsível nem totalmente inimiga do agente.


Para Maquiavel, virtù é a combinação de capacidade, prudência, coragem e iniciativa. Quem a possui pode, por meio de decisões enérgicas, planejamento e adaptação ao contexto, reduzir os efeitos adversos da sorte.


A metáfora de que a fortuna pode ser “seduzida” indica que a ação humana tem margem para influenciar acontecimentos, desde que acompanhada de habilidade e ousadia. Isso significa que a fortuna pode ser parcialmente domada, não erradicada.


Em termos práticos, a lição é que a eficácia política depende do equilíbrio entre preparação racional e audácia no momento oportuno, permitindo ao governante capitalizar oportunidades e mitigar riscos.

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