Questão FC693579
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins argumentam que “o conhecimento científico precisa ser neutro, além de imparci
Filosofia Contemporânea
VUNESP · 2025
Na obra Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins argumentam que “o conhecimento científico precisa ser neutro, além de imparcial e autônomo, a fim de garantir racionalidade e objetividade nas observações e pesquisas. No entanto, sob outros aspectos, a neutralidade científica pode tornar-se uma ilusão”. A ilusão mencionada no excerto corresponde à
- rigorosidade do processo de descoberta científica.
- finalidade que orienta o desenvolvimento científico.
- aceitação tácita dos resultados obtidos.
- fragilidade da pesquisa científica.
- variedade de teorias sobre um problema comum.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa B aponta que a “ilusão” da neutralidade científica refere‑se à finalidade que orienta o desenvolvimento da ciência. A ideia é que a ciência não opera em vácuo: objetivos sociais, econômicos, políticos e culturais moldam o que se investiga e porquê.
Essas finalidades atuam nas escolhas de problemas, no direcionamento de recursos, no financiamento de projetos e nas prioridades institucionais, influenciando métodos e interpretações dos dados. Assim, a neutralidade total torna‑se uma ilusão, mesmo que a ciência busque procedimentos rigorosos e imparciais.
Reconhecer essa condicionante não nega o valor da objetividade como ideal regulativo, mas exige uma postura crítica sobre como finalidades e interesses moldam o conhecimento científico.
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