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Questão FC693602

Em seu livro Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins discutem problemas da Estética. Quanto ao belo, elas dizem: “Kant (…) af

Ramos da Filosofia

VUNESP · 2025

Em seu livro Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins discutem problemas da Estética. Quanto ao belo, elas dizem: “Kant (…) afirma que o belo é ‘aquilo que agrada universalmente, ainda que não se possa justificá-lo intelectualmente’. Para ele, o objeto belo é uma ocasião de prazer, cuja causa reside no sujeito. O princípio do juízo estético (…) é o sentimento do sujeito, e não o conceito do objeto. Entretanto, esse sentimento é despertado pela presença do objeto. Embora seja um sentimento, portanto, subjetivo, individual, há a possibilidade de universalização desse juízo”. A possibilidade a que o excerto se refere decorre da filosofia kantiana segundo a qual

  1. a experiência estética é uma contemplação desinteressada que não envolve juízo reflexionante.
  2. o sublime provoca uma experiência de grandeza que reduz os limites da sensibilidade humana.
  3. o conhecimento humano depende de categorias puras do entendimento para organizar a experiência sensível.
  4. o imperativo categórico fundamenta as leis morais em princípios racionais e universais.
  5. as condições subjetivas da faculdade de julgar são compartilhadas por todos os seres humanos.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Para Kant, o juízo de gosto é subjetivo porque se funda no sentimento de prazer que o sujeito experimenta diante de um objeto, e não em um conceito que o comprove.

Entretanto, esse sentimento decorre do jogo livre entre a imaginação e o entendimento, uma operação mental pela qual as faculdades harmonizam-se ao contemplar a forma do objeto.

Como essas faculdades e seu modo de funcionamento são comuns a todos os seres humanos, o juízo estético reclama uma validade geral: espera-se que outros partilhem da mesma sensação de prazer diante da mesma apresentação.

Assim, a universalização do juízo se explica pela universalidade subjetiva das condições internas de julgamento, não por uma comprovação objetiva do objeto.

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