Questão FC693603
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje emp
Ramos da Filosofia
VUNESP · 2025
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné, numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”. O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de
- justiça.
- parusia.
- dialética.
- mimese.
- rei-filósofo.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Mimese significa literalmente imitação e é o núcleo da crítica platônica à arte. Para Platão, as obras artísticas não criam a verdade, apenas reproduzem aparências.
Na sua teoria, existe o mundo das ideias, que contém as essências perfeitas, e o mundo sensível, que é já uma cópia imperfeita dessas essências. A arte imita o mundo sensível, sendo assim uma cópia de uma cópia.
Por ser duas vezes afastada da realidade verdadeira, a arte não gera conhecimento racional, mas apenas imagens que seduzem as emoções e podem enganar a alma. Essa visão explica por que Platão nega valor autônomo à produção artística e teme seu efeito sobre a educação e a moral.
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