Questão FC693608
Tradicionalmente, a ligação mais importante entre algumas religiões e ética baseava-se na ideia de que a religião proporcionava uma razão para praticar o bem. A razão apresentada e
Ramos da Filosofia
VUNESP · 2025
Tradicionalmente, a ligação mais importante entre algumas religiões e ética baseava-se na ideia de que a religião proporcionava uma razão para praticar o bem. A razão apresentada era a de que os virtuosos seriam recompensados com a bem-aventurança eterna enquanto os outros arderiam nas chamas do Inferno. Nem todos os pensadores religiosos aceitaram este argumento: Immanuel Kant, por exemplo, que era um cristão devoto, rejeitava tudo o que parecesse uma obediência às leis morais motivada pelo interesse pessoal (Singer, 2018. Adaptado).
Peter Singer (2018) ressalta que, para Kant,
- a lei moral deve ser obedecida pelos seus próprios méritos.
- o imperativo moral aplica-se em circunstâncias específicas.
- a conduta deve ser orientada pelas consequências que acarreta.
- o bem comum decorre do livre exercício do sufrágio universal.
- a vontade livre atua em conformidade com o desejo do bem.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Kant sustenta que a lei moral deve ser obedecida pelos seus próprios méritos, isto é, por respeito ao dever e não por interesse em recompensas ou medo de punição. A ação tem valor moral quando é praticada por dever, ou seja, pela motivação correta.
Para Kant, a única coisa intrinsecamente boa é a boa vontade. O que confere dignidade à ação é a intenção de conformar-se à lei moral, formulada pelo imperativo categórico, que exige princípios universais aplicáveis a todos.
Além disso, a moralidade exige autonomia: o agente age conforme uma lei que reconhece como racional e obrigatória. Assim, obedecer à lei moral por seus próprios méritos significa agir por reconhecimento racional do dever, não por interesse pessoal.
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