Questão FC693672
O Estado medieval não conhecia poder absoluto, nem soberania – os poderes do rei eram contrabalançados pelos da nobreza, das cidades, dos Parlamentos. Jean Bodin, no século XVI, é
Ramos da Filosofia
VUNESP · 2023
O Estado medieval não conhecia poder absoluto, nem soberania – os poderes do rei eram contrabalançados pelos da nobreza, das cidades, dos Parlamentos. Jean Bodin, no século XVI, é o primeiro teórico a afirmar que no Estado deve haver um poder soberano. Thomas Hobbes desenvolve essa ideia, e monta um Estado que é condição para existir a própria sociedade.
(Renato Janine Ribeiro. “Hobbes: o medo e a esperança”.
Os clássicos da política 1, 2006. Adaptado)
No texto, a soberania do Estado hobbesiano é essencial para a
- fortalecimento da relação entre senhores e escravos.
- solução para os conflitos entre os indivíduos.
- superação dos limites do contrato social.
- sujeição do líder às leis que regem a sociedade.
- manutenção do poder religioso.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa aponta que a soberania hobbesiana permite a superação dos limites do contrato social porque transforma um acordo entre indivíduos em ordem política efetiva.
No estado de natureza o contrato é precário: cada pessoa conserva meios de cumprir ou violar compromissos. Ao conferir autoridade absoluta a um soberano, Hobbes cria um árbitro com monopólio da força capaz de impor regras e tornar os pactos vinculantes.
Assim, a soberania garante segurança e previsibilidade, impedindo o regresso à guerra de todos contra todos. Para Hobbes, ohne soberania não há sociedade duradoura; o poder soberano é condição para que o contrato social produza ordem e paz.
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