Questão FC693844
Maquiavel, em todas as suas obras, está preocupado com o Estado. Não o melhor Estado, mas o Estado real, capaz de impor a ordem. Maquiavel rejeita a tradição idealista de Platão, A
Sem classificação
VUNESP · 2025
Maquiavel, em todas as suas obras, está preocupado com o Estado. Não o melhor Estado, mas o Estado real, capaz de impor a ordem. Maquiavel rejeita a tradição idealista de Platão, Aristóteles e Santo Tomás de Aquino e segue a trilha inaugurada pelos historiadores antigos, como Tácito, Políbio, Tucídides e Tito Lívio. Seu ponto de partida e de chegada é a realidade concreta, a verdade efetiva. Seu “diálogo” com os historiadores da antiguidade clássica e sua prática levam-no a concluir que, por toda parte, e em todos os tempos, pode-se observar a presença de traços humanos imutáveis (Sadek, Maria Tereza. Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtu. In: Weffort, Francisco. Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1. Adaptado).
Para Maquiavel, os traços humanos imutáveis seriam
- a ingratidão, a covardia e a cobiça.
- as virtudes cardinais e teologais.
- o empreendedorismo e a criatividade.
- as disposições para a justiça e a fé.
- o controle, a parcimônia e a moderação.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Maquiavel identifica como traços humanos permanentes a ingratidão, a covardia e a cobiça. Ele observa na experiência histórica que os homens, movidos por interesses e paixões, tendem a trair favores, fugir diante do perigo e buscar ganhos pessoais acima do bem comum.
Essa constatação aparece com força em O Príncipe e em sua leitura dos historiadores antigos: tais características são consideradas imutáveis e universais, não meras exceções.
Para Maquiavel, o governante deve reconhecer esses defeitos humanos e agir enérgica e estrategicamente, usando prudência, força e habilidade política para manter a ordem e a estabilidade do Estado.
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