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Questão FC693873

A Teoria Crítica da Sociedade abrange da filosofia à tecnologia, da epistemologia das ciências à antropologia, da psicanálise à história, da política à moral, da estética à literat

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VUNESP · 2025

A Teoria Crítica da Sociedade abrange da filosofia à tecnologia, da epistemologia das ciências à antropologia, da psicanálise à história, da política à moral, da estética à literatura, à música e às artes, da sociedade de massa ao autoritarismo, da democracia à ditadura e formações totalitárias, da propaganda e do jornalismo à publicidade, do trabalho alienado à ideologia e burocracia, da educação à família, do movimento trabalhista à militância política, da sociedade tecnológica ao racismo e antissemitismo. Em seu campo teórico, busca as rupturas e continuidades entre o capitalismo liberal e o fascismo: “o fascismo é o capitalismo liberal que perdeu seus escrúpulos” (Mattos, Olgária. Aconteceu na História. Escola de Frankfurt: entrevista com Olgária Mattos. In: Hoje na História, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, 2024).

 

A Escola de Frankfurt caracteriza-se pela crítica ao pensamento contemporâneo, especialmente

  1. aos princípios especulativos da psicanálise.
  2. à concepção marxista do método dialético.
  3. aos modos de raciocínio indutivo e dedutivo.
  4. à perspectiva idealista do neoplatonismo.
  5. aos princípios neoescolásticos da metafísica.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A Teoria Crítica da Escola de Frankfurt problematiza a transformação do conhecimento em técnica e cálculo. Seu alvo é a absolutização da razão instrumental, que reduz a prática científica a procedimentos mecânicos e previsíveis, centrados no raciocínio indutivo e dedutivo.

Para os frankfurtianos, esse foco nos métodos indutivo‑dedutivos apresenta o saber como neutro e eficiente, ocultando mediações históricas, valores e relações de poder. A crítica denuncia que tal redução facilita formas de dominação, pois torna legítimas práticas técnicas sem exame normativo.

Portanto, a posição defendida consiste em recuperar uma reflexão crítica e dialética que combine análise teórica e consciência histórica, superando a confiança acrítica nos modos puramente indutivo e dedutivo de raciocínio.

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