Questão FC693943
O que está em jogo é um esforço intelectual múltiplo que não se prenda às formas e métodos de historiografia filosófica hegemônicos no Ocidente. Para dar curso a este objetivo, val
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VUNESP · 2025
O que está em jogo é um esforço intelectual múltiplo que não se prenda às formas e métodos de historiografia filosófica hegemônicos no Ocidente. Para dar curso a este objetivo, vale colocar a História da Filosofia em afroperspectiva. Em linhas bem gerais, uma abordagem filosófica afroperspectivista é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos e com uma preocupação especial para a reabilitação e incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada. Em outros termos, um tipo de ação afirmativa no campo epistêmico.
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei nº 10.639, 2011. Adaptado)
Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a
- relação entre revisão historiográfica e práticas menos hierarquizadas.
- indiferença diante das conexões entre filosofia e experiências históricas.
- preservação de fronteiras entre produção acadêmica e mudanças sociais.
- valorização da dimensão teórica sem implicações concretas na vida social.
- produção de consensos teóricos desconsiderando tensões conceituais históricas.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa correta destaca a ligação entre a revisão historiográfica e a construção de práticas menos hierarquizadas no ensino e na pesquisa filosófica.
Afroperspectiva significa questionar o cânone ocidental, reavaliar quem é incluído na história da filosofia e inserir vozes africanas e afrodiaspóricas antes marginalizadas.
Essa revisão historiográfica não é apenas cronológica; implica reconhecer múltiplos territórios epistêmicos e valorizar métodos e perspectivas diversas, promovendo a interculturalidade.
Ao mesmo tempo, busca desconstruir o racismo epistêmico e atuar como uma ação afirmativa no plano do conhecimento, favorecendo relações menos hierarquizadas entre saberes.
Por isso a ênfase recai sobre a relação entre revisar a história da filosofia e adotar práticas institucionais e pedagógicas mais equalitárias.
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