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Questão FC700485

recente emergência de infecções humanas pelo vírus influenza H5N1 intensificou o debate sobre os fatores moleculares que determinam a adaptação de vírus aviários ao trato respirató

Microbiologia

VUNESP · 2025

recente emergência de infecções humanas pelo vírus influenza H5N1 intensificou o debate sobre os fatores moleculares que determinam a adaptação de vírus aviários ao trato respiratório humano. Com base nesse cenário, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o papel do reconhecimento do ácido siálico pelas hemaglutininas virais nesse processo.

  1. A especificidade da hemaglutinina por α-2,3-sialilglicanos, presentes predominantemente no epitélio intestinal de aves, é mantida durante a adaptação a humanos e favorece a infecção nas vias aéreas superiores.
  2. A adaptação do H5N1 à transmissão eficiente entre humanos requer mutações que aumentem a afinidade da hemaglutinina por α-2,6-sialil-glicanos, mais abundantes no trato respiratório superior humano.
  3. A capacidade do H5N1 de infectar humanos independe da especificidade de ligação ao ácido siálico, sendo regulada principalmente por fatores do hospedeiro como expressão de IFN-λ.
  4. O tropismo do H5N1 por humanos depende da perda da função da neuraminidase, o que favorece o acúmulo de receptores no epitélio respiratório.
  5. A ligação ao ácido siálico α-2,6 é característica exclusiva de vírus influenza humanos sazonais, estando ausente em qualquer subtipo H5.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A afirmativa indica que a ligação ao ácido siálico α-2,6 seria exclusiva de vírus influenza humanos sazonais e estaria ausente em qualquer subtipo H5. Na verdade, o reconhecimento de α-2,6 é característica importante de vírus adaptados ao trato respiratório humano, pois esse receptor predomina nas vias aéreas superiores humanas.

No entanto, essa especificidade não é exclusiva. Vírus aviários do tipo H5 podem adquirir preferência por α-2,6 por meio de mutações na hemaglutinina, favorecendo transmissão entre humanos. Portanto a ideia de exclusividade e de ausência total em H5 não se sustenta frente aos dados moleculares e experimentais.

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