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Questão FC700514

Muitos laboratórios de microbiologia clínica usam, de forma rotineira, o método de disco difusão em ágar para predizer a sensibilidade in vitro de bactérias aos agentes antimicrobi

Microbiologia

VUNESP · 2026

Muitos laboratórios de microbiologia clínica usam, de forma rotineira, o método de disco difusão em ágar para predizer a sensibilidade in vitro de bactérias aos agentes antimicrobianos.

 

A respeito desse método, assinale alternativa correta.

  1. O protocolo padrão para a realização dos testes de disco-difusão envolve semeadura do material clínico diretamente na placa de ágar Müeller-Hinton, sendo possível testar os diferentes tipos de microrganismos em uma mesma placa do teste de sensibilidade.
  2. Só podem ser obtidos resultados confiáveis com testes de disco-difusão que usam o princípio da metodologia padronizada e medidas do diâmetro do halo de inibição correlacionados às concentrações inibitórias mínimas com cepas reconhecidamente sensíveis e resistentes a diversos agentes microbianos.
  3. Os testes de disco-difusão baseados apenas na presença ou ausência de um halo de inibição são considerados apropriados para avaliação da sensibilidade de bactérias anaeróbias aos antibióticos.
  4. Após a dispensação dos discos antimicrobianos na superfície de uma placa de ágar semeada, as placas devem ser colocadas em uma estufa de CO2, a 40 ºC, por pelo menos 48 horas, para que então possam ser examinadas.
  5. Os diâmetros dos halos de inibição nos testes de disco-difusão refletem apenas aspectos qualitativos e não estão diretamente correlacionados às concentrações inibitórias mínimas dos testes de diluição padronizados.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O teste de disco-difusão produz resultados confiáveis apenas quando executado segundo uma metodologia padronizada e interpretado com base na correlação entre o diâmetro do halo de inibição e as concentrações inibitórias mínimas (MIC).

Isso exige: uso de meio adequado (geralmente Mueller‑Hinton), inóculo padronizado (≈0,5 McFarland), discos com conteúdo conhecido, incubação em tempo e temperatura padronizados e leituras do diâmetro com régua ou paquímetro.

A confiabilidade decorre de estudos que relacionam zonas a valores de MIC e da inclusão de cepas controle reconhecidas (sensíveis e resistentes) para validação do ensaio. Critérios de interpretação publicados por organismos como CLSI e EUCAST permitem classificar cada resultado como sensível, intermediário ou resistente.

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