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Questão FC700707

A identificação de correlatos confiáveis de proteção contra infecções é um desafio central no desenvolvimento de vacinas eficazes, sendo um foco crucial da vacinologia de sistemas.

Imunologia

VUNESP · 2025

A identificação de correlatos confiáveis de proteção contra infecções é um desafio central no desenvolvimento de vacinas eficazes, sendo um foco crucial da vacinologia de sistemas. Visando aprimorar os estudos sobre a eficácia da vacina contra a influenza e apoiar o desenvolvimento de novas vacinas que não precisem ser administradas anualmente, o que diminui sua adesão pela população, uma alternativa que pode ser utilizada para se obter uma visão abrangente da eficácia da vacina da gripe é:

  1. utilizar exclusivamente títulos de anticorpos medidos por ensaios de inibição da hemaglutinação (HAI) para determinar a proteção vacinal, ignorando a variabilidade interlaboratorial.
  2. integrar dados de respostas de células T específicas (como proporções de IFN-γ:IL-10) com análises de biologia de sistemas e estudos de caso-controle para identificar correlatos robustos de proteção.
  3. padronizar ensaios de neutralização viral (VN) para reduzir a variabilidade, focando apenas em anticorpos séricos como o único correlato de proteção.
  4. categorizar indivíduos como “respondedores” ou “não respondedores” com base nos critérios de soroconversão da FDA, sem considerar respostas imunes celulares.
  5. realizar medições repetidas de títulos de anticorpos em um único laboratório para minimizar variações, sem integrar dados de outras áreas.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa propõe integrar respostas de células T (por exemplo a proporção IFN-γ:IL-10) com biologia de sistemas e estudos caso-controle para identificar correlatos de proteção.

Medir a relação entre IFN-γ e IL-10 captura a qualidade funcional da resposta celular: IFN-γ está associada à eliminação viral e memória efetora, enquanto IL-10 reflete regulação inflamatória. Essa razão informa equilíbrio protetor versus tolerância.

A biologia de sistemas permite integrar dados multiômicos (transcritômica, proteômica, citometria) e extrair assinaturas preditivas.

Já os estudos caso-controle correlacionam essas assinaturas com proteção clínica real, validando relevância epidemiológica.

Combinar esses elementos aumenta a robustez e especificidade dos correlatos, orientando vacinas mais duradouras e com maior probabilidade de proteção não dependente da revacinação anual.

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