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Questão FC700802

A produção de anticorpos monoclonais, frequentemente obtida pela técnica de hibridoma, tem permitido importantes avanços na medicina. Considerando as características e as aplicaçõe

Biotecnologia

VUNESP · 2025

A produção de anticorpos monoclonais, frequentemente obtida pela técnica de hibridoma, tem permitido importantes avanços na medicina. Considerando as características e as aplicações desses anticorpos, assinale a alternativa correta.

  1. A utilização de anticorpos monoclonais como sistemas de delivery de fármacos é baseada em sua alta especificidade para estruturas celulares-alvo, permitindo a minimização de efeitos adversos em tecidos não-alvo.
  2. Anticorpos monoclonais obtidos por métodos convencionais têm como característica principal o reconhecimento de múltiplos epítopos de um único antígeno, conferindo versatilidade funcional.
  3. A produção de anticorpos monoclonais, por ser predominantemente realizada em modelos animais, pode dificultar a escalabilidade e a padronização em ambientes controlados.
  4. A fusão de células imunes com células-tronco pluripotentes permite a geração de anticorpos monoclonais de longa duração, garantindo sua produção contínua.
  5. A técnica de hibridoma resulta em anticorpos monoclonais com especificidade limitada, devido à fusão de linfócitos com células tumorais, o que pode afetar a afinidade do anticorpo pelo antígeno-alvo.
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Gabarito

A

Comentário do professor

Os anticorpos monoclonais, muitas vezes obtidos pela técnica do hibridoma, são produzidos por um único clone de linfócito B e reconhecem um único epítopo. Essa característica confere alta especificidade ao alvo molecular, o que é a base da alternativa.

Na prática, essa especificidade permite a conjugação do anticorpo a fármacos, toxinas ou radioisótopos, formando sistemas de delivery que levam o agente ativo diretamente às células que expressam o antígeno alvo.

Quando o antígeno é diferencialmente expresso e acessível, o anticorpo direciona o payload e pode promover internalização, aumentando eficácia e reduzindo a exposição de tecidos não-alvo, o que resulta na minimização de efeitos adversos.

Para funcionar bem são necessários antígenos específicos, ligação estável entre anticorpo e fármaco e atenção à imunogenicidade. Ainda assim, esse princípio explica o uso clínico de ADCs e outras terapias alvo-dirigidas.

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