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Questão FC700895

O monitoramento de vertebrados no interior do Estado de São Paulo revelou uma redução acentuada na abundância de espécies nativas em áreas fragmentadas de Mata Atlântica e Cerrado.

Sem classificação

VUNESP · 2026

O monitoramento de vertebrados no interior do Estado de São Paulo revelou uma redução acentuada na abundância de espécies nativas em áreas fragmentadas de Mata Atlântica e Cerrado. Com base nos animais ameaçados de extinção, especialmente aqueles pertencentes à fauna nativa dos ecossistemas paulistas, é correto afirmar que

  1. o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) não integra a lista estadual de ameaça, pois se trata de uma espécie introduzida a partir de áreas campestres do Norte do Brasil.
  2. o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) é uma das espécies mais ameaçadas na Mata Atlântica paulista, devido à perda de habitat e baixa taxa reprodutiva.
  3. a onça-parda (Puma concolor), por ser generalista, não sofre impacto significativo da fragmentação e encontra-se fora das categorias de ameaça em São Paulo.
  4. o jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris) está criticamente ameaçado em São Paulo, principalmente pela caça intensa nas últimas décadas.
  5. a suçuarana (Leopardus guttulus) não é considerada sensível à redução de áreas contínuas de floresta, pois apresenta dispersão limitada.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) é um primata endêmico da Mata Atlântica paulista e figura entre as espécies mais ameaçadas da região. Sua sobrevivência está diretamente comprometida pela perda de habitat e pela fragmentação florestal, que reduzem recursos alimentares, áreas de vida e conectividade entre grupos.

Além disso, o muriqui apresenta baixa taxa reprodutiva: maturidade sexual tardia, longos intervalos entre nascimentos e geralmente um único filhote por gestação. Essas características tornam a recuperação populacional lenta, ampliando os efeitos do declínio numérico.

Juntas, a redução de habitat e a demografia reprodutiva explicam por que a espécie tem alta vulnerabilidade e porque a conservação de grandes fragmentos contínuos e corredores ecológicos é essencial para sua persistência.

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