Questão FC701082
Durante a investigação de um surto de diarreia em uma creche na cidade de São Paulo, pesquisadores identificaram, em amostras fecais, a presença de cepas de Escherichia coli entero
Sem classificação
VUNESP · 2025
Durante a investigação de um surto de diarreia em uma creche na cidade de São Paulo, pesquisadores identificaram, em amostras fecais, a presença de cepas de Escherichia coli enteropatogênicas (EPEC) portadoras do gene eae, por meio de reação em cadeia da polimerase (PCR). Esse gene codifica a proteína Intimina, um fator de virulência essencial para a adesão da bactéria às células intestinais do hospedeiro.
Com base na situação apresentada e considerando a classificação de biomarcadores proposta pelo Food and Drug Administration (FDA) e pelo National Institutes of Health (NIH), é correto afirmar que o gene eae, quando detectado diretamente em amostras clínicas, é corretamente classificado como biomarcador
- diagnóstico, pois indica a presença do patógeno e permite a confirmação da infecção.
- diagnóstico, pois é utilizado para prever a gravidade dos sintomas em infecções causadas por E. coli.
- de suscetibilidade/risco, pois indica a predisposição dos indivíduos à infecção por E. coli, independentemente de apresentarem sintomas.
- de predição, pois avalia a resposta do organismo à infecção por E. coli.
- de monitoramento, pois é utilizado para acompanhar a progressão da infecção intestinal ao longo do tratamento.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
A
Comentário do professor
A detecção do gene eae por PCR em material fecal identifica diretamente um marcador genético de virulência associado a cepas enteropatogênicas de Escherichia coli.
Como esse achado evidencia a presença do patógeno no local da infecção, sua utilidade imediata é estabelecer etiologia e confirmar que a doença observada decorre de uma bactéria portadora desse determinante de adesão, a Intimina.
Segundo a classificação FDA/NIH, um biomarcador com essa função é classificado como biomarcador de diagnóstico, pois serve para detectar ou confirmar a existência da infecção no paciente ou na população investigada.
Na prática, a identificação do gene em amostras clínicas orienta medidas de controle do surto e confirma o agente causal.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em