Questão FC701201
Durante o processo de desenvolvimento de uma vacina profilática contra um vírus zoonótico emergente, uma equipe de pesquisa emprega abordagens proteômicas com o objetivo de identif
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VUNESP · 2025
Durante o processo de desenvolvimento de uma vacina profilática contra um vírus zoonótico emergente, uma equipe de pesquisa emprega abordagens proteômicas com o objetivo de identificar potenciais antígenos candidatos. Para isso, proteínas virais são isoladas a partir de culturas celulares infectadas, submetidas à eletroforese bidimensional (2-DE) e, posteriormente, analisadas por espectrometria de massas para caracterização molecular. Qual abordagem experimental a seguir seria melhor para seleção racional de proteínas imunogênicas relevantes?
- Priorizar proteínas com maior massa molecular, partindo da premissa de que seu tamanho confere maior potencial imunogênico.
- Comparar os perfis proteômicos de células infectadas e não infectadas, a fim de detectar proteínas diferencialmente expressas e associadas à resposta imune.
- Restringir a análise às proteínas estruturais do vírus, desconsiderando proteínas não estruturais por sua suposta baixa imunogenicidade.
- Basear-se unicamente em bibliotecas de cDNA viral para inferir os candidatos antigênicos, sem necessidade de validação proteômica funcional.
- Substituir a eletroforese 2-DE por técnicas não baseadas em separação por ponto isoelétrico, devido à alegada limitação de resolução em amostras complexas.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Comparar os perfis proteômicos de células infectadas e não infectadas permite identificar proteínas diferencialmente expressas que estão efetivamente produzidas no contexto da infecção e, portanto, mais prováveis de ser reconhecidas pelo sistema imune.
A combinação de 2‑DE (separação por ponto isoelétrico e massa) com espectrometria de massas possibilita localizar, identificar e caracterizar essas proteínas, inclusive suas modificações pós‑traducionais, que influenciam a imunogenicidade.
Critérios práticos para priorização incluem presença durante infecção, maior abundância, localização acessível ao sistema imune (superfície ou secreção) e conservação de epítopos. Após a triagem proteômica, procede‑se à validação funcional por reatividade sorológica e ensaios de resposta T para confirmar candidaturas vacinais.
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