Questão FC701354
Uma nova espécie de dinossauro descoberta, o Duonychus tsogtbaatari, fazia parte de um grupo de répteis conhecidos como Therisinosaurus. A descoberta desse fóssil é única porque a
Sem classificação
VUNESP · 2025
Uma nova espécie de dinossauro descoberta, o Duonychus tsogtbaatari, fazia parte de um grupo de répteis conhecidos como Therisinosaurus. A descoberta desse fóssil é única porque a bainha da garra de um dos dedos está intacta. Feita de queratina (o mesmo material das unhas), a bainha revela que a garra era muito mais longa que os ossos subjacentes. A melhor comparação para os dígitos distintivos entre os animais vivos seria as garras de um bicho-preguiça. O D. tsogtbaatari provavelmente tinha penas, já que outros Therisinosaurus eram cobertos por essas estruturas.

(www.cnnbrasil.com.br. Adaptado.)
As informações do excerto permitem afirmar que a queratina é uma proteína
- presente nas aves e nos répteis ancestrais e constatada também ao longo da evolução dos bichos-preguiça, e nos outros mamíferos atuais, por divergência adaptativa.
- presente nas garras dessa e de outras espécies de dinossauros que evoluíram a partir das primeiras aves ancestrais que originaram esses répteis e as aves atuais.
- presente no exoesqueleto dos artrópodes e nos anexos epidérmicos de répteis, aves e mamíferos atuais que evoluíram a partir de um mesmo ancestral comum.
- presente na pele, nas penas, nas garras e nos bicos de répteis e de aves atuais que evoluíram a partir de um mamífero ancestral que também originou os bichos-preguiça.
- compartilhada entre mamíferos, aves e répteis atuais por processos evolutivos como a transmissão de características adquiridas, a seleção natural e a convergência adaptativa.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Queratina é uma proteína estrutural presente na epiderme de vertebrados terrestres que compõe unhas, garras, penas, cabelos e cascos.
Como as aves e os répteis descendem de ancestrais amniotas comuns, a presença de queratina nessas estruturas é uma característica homóloga, mantida ao longo da evolução e modificada conforme as necessidades de cada grupo.
Nos mamíferos atuais, inclusive em bichos‑preguiça, a queratina também aparece em garras e unhas. Essas diferenças morfológicas resultam de divergência adaptativa, ou seja, a mesma proteína foi adaptada de formas distintas em linhagens separadas.
Portanto, encontrar uma bainha de queratina num dinossauro confirma a continuidade da queratina entre répteis ancestrais, aves e mamíferos.
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