Questão FC701690
Pesquisadores brasileiros estudam o sistema digestivo da barata Periplaneta americana, espécie comum em áreas urbanas, para compreender como ela degrada biomassa de forma eficiente
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VUNESP · 2025
Pesquisadores brasileiros estudam o sistema digestivo da barata Periplaneta americana, espécie comum em áreas urbanas, para compreender como ela degrada biomassa de forma eficiente. O objetivo é reproduzir, em escala industrial, o processo biológico de digestão, criando coquetéis enzimáticos capazes de acelerar a produção de bioetanol. Essa estratégia, baseada na imitação do sistema digestivo da barata, busca reduzir custos e aumentar a eficiência da produção energética, utilizando melhor o bagaço da cana-de-açúcar.
O estudo do sistema digestivo das baratas e sua relação com as alternativas energéticas sustentáveis estimula soluções baseadas na natureza, pois
- são de baixo custo e não geram riscos de desequilíbrio ambiental, uma vez que dependem da introdução desses insetos em larga escala no ambiente.
- a aplicação do conhecimento biológico obtido com as baratas permite desenvolver tecnologias mais eficientes para a produção de etanol, reduzindo custos e impactos ambientais.
- o estudo das baratas mostra que o uso de insetos diretamente nas usinas pode substituir por completo a queima de combustíveis fósseis, dispensando processos industriais complexos.
- o sistema digestivo aplicado à produção de bioetanol elimina a necessidade de cultivo de cana-de-açúcar, já que o processo pode ser realizado com enzimas extraídas dos insetos.
- a produção de bioetanol, a partir de processos inspirados nas baratas, torna inviáveis outras fontes renováveis, como solar e eólica, por apresentar custos muito menores.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa está correta porque traduz a ideia de biomimética: pesquisadores estudam o sistema digestivo da barata para identificar enzimas e microrganismos capazes de degradar biomassa lignocelulósica.
Ao isolar e reproduzir esses componentes em coquetéis enzimáticos aplicáveis em escala industrial, é possível aumentar a eficiência da hidrólise do bagaço da cana, obtendo mais açúcares fermentáveis e, consequentemente, mais bioetanol por unidade de matéria-prima.
Esse ganho técnico tende a reduzir custos de processamento e o uso de insumos adicionais, além de diminuir resíduos e a pressão sobre terras agrícolas, contribuindo para menor impacto ambiental no ciclo produtivo.
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