Questão FC701721
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um soro antiapílico para o tratamento contra o veneno de abelhas africanizadas. A produção consiste em injetar nos cavalos duas proteínas se
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VUNESP · 2025
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um soro antiapílico para o tratamento contra o veneno de abelhas africanizadas. A produção consiste em injetar nos cavalos duas proteínas selecionadas do veneno das abelhas e extrair os anticorpos do plasma dos equinos para obter soro antiapílico. Entre os processos necessários para produção desse soro, está a posterior adição da enzima pepsina, utilizada para partir a fração dos anticorpos responsável por identificar que ele foi produzido pelos cavalos.
(https://jornal.unesp.br. Acesso em 01.08.2025. Adaptado)
A adição da enzima pepsina na produção do soro antiapílico impede que, na pessoa tratada, ocorra
- fabricação de antígenos contra as proteínas do cavalo.
- produção de células de memória contra o veneno da abelha.
- inativação das células de memória pelas proteínas do cavalo.
- reação imunológica contra os anticorpos fabricados pelo cavalo.
- baixa produção de anticorpos contra o veneno da abelha.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A adição da pepsina visa modificar os anticorpos produzidos nos cavalos para reduzir sua capacidade de serem reconhecidos como estranhos pelo paciente.
Enzima cliva a região Fc das imunoglobulinas, preservando a fração antigênica em forma de F(ab')2, que mantém a capacidade de se ligar ao veneno.
A porção Fc contém determinantses específicos da espécie e participa da ativação de complemento e de receptores Fc, sendo a principal responsável por desencadear reação imunológica contra os anticorpos equinos. Ao removê‑la, diminui‑se a antigenicidade do soro.
Assim, a pepsina reduz a probabilidade de o paciente desenvolver resposta imune contra os anticorpos do cavalo, preservando a ação neutralizante do soro.
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