Questão FC725730
A política fiscal é um importante instrumento para administrar as flutuações econômicas. Sobre o assunto, analise as afirmações abaixo: 1. Para equilibrar a economia, o governo pod
Macroeconomia
FUNDATEC · 2025
A política fiscal é um importante instrumento para administrar as flutuações econômicas. Sobre o assunto, analise as afirmações abaixo:
1. Para equilibrar a economia, o governo pode fazer uso de uma política fiscal expansionista, que aumenta a demanda agregada, e da política fiscal contracionista, que reduz a demanda agregada.
2. A política fiscal contracionista é implementada basicamente de três formas: 1) redução nas compras de bens e serviços pelo governo, 2) aumento de impostos e 3) redução nas transferências do governo.
3. Um dos argumentos contra a política fiscal expansionista é de que os consumidores, prevendo que terão de pagar impostos mais altos no futuro para compensar o atual endividamento do governo, cortarão seus gastos hoje para economizar dinheiro. Esse argumento é conhecido como “equivalência ricardiana”.
4. Um elevado endividamento por parte do governo ou grandes déficits orçamentários não impactam no aumento da inflação, uma vez que são compensados pela aplicação das políticas fiscais.
5. Para avaliar a capacidade dos governos de pagar suas dívidas, com frequência, é utilizada a razão dívida/déficit, fator este que identifica a necessidade de uma política fiscal expansionista ou contracionista.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
- 06.
- 07.
- 10.
- 11.
- 15.
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Gabarito
A
Comentário do professor
As afirmativas 1, 2 e 3 somam 6 e estão corretas. A explicação abaixo resume por que cada uma procede.
Política fiscal expansionista aumenta a demanda agregada e a contracionista reduz-na. A demanda agregada pode ser escrita como \(DA = C + I + G + X - M\), logo variações em gastos públicos (\(G\)) ou impostos afetam diretamente a posição da curva de DA.
Política fiscal contracionista se opera basicamente por três canais: redução das compras do governo, aumento de impostos e redução das transferências. Essas medidas retiram renda disponível e pressionam a DA para baixo.
O argumento conhecido como equivalência ricardiana afirma que, se agentes racionais antecipam impostos futuros para pagar dívida presente, aumentarão a poupança hoje. Assim, uma expansão fiscal financiada por dívida pode não elevar consumo nem produto, caso as hipóteses da teoria se verifiquem (racionalidade, horizonte intertemporal e internalização da restrição orçamental pública).
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