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Questão FC765113

No Cerrado, o conhecimento local está sendo cada vez mais subordinado à lógica do agronegócio. De um lado, o capital impõe os conhecimentos biotecnológicos, como mecanismo de unive

Geografia Agrária

INEP (ENEM) · 2023

No Cerrado, o conhecimento local está sendo cada vez mais subordinado à lógica do agronegócio. De um lado, o capital impõe os conhecimentos biotecnológicos, como mecanismo de universalização de práticas agrícolas e de novas tecnologias, e de outro, o modelo capitalista subordina homens e mulheres à lógica do mercado. Assim, as águas, as sementes, os minerais, as terras (bens comuns) tornam-se propriedade privada. Além do mais, há outros fatores negativos, como a mecanização pesada, a “pragatização” dos seres humanos e não humanos, a violência simbólica, a superexploração, as chuvas de veneno e a violência contra a pessoa.

 

CALAÇA, M.; SILVA, E. B.; JESUS, J. N. Territorialização do agronegócio e subordinação do campesinato no Cerrado. Élisée, Rev. Geo. UEG, n. 1, jan.-jun. 2021 (adaptado).

 

Os elementos descritos no texto, a respeito da territorialização da produção, demonstram que há um

  1. cerco aos camponeses, inviabilizando a manutenção das condições para a vida.
  2. descaso aos latifundiários, impactando a plantação de alimentos para a exportação.
  3. desprezo ao assalariado, afetando o engajamento dos sindicatos para o trabalhador.
  4. desrespeito aos governantes, comprometendo a criação de empregos para o lavrador.
  5. assédio ao empresariado, dificultando o investimento de maquinários para a produção.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O texto apresenta condições que convergem para um cerco aos camponeses, tornando inviável a manutenção das condições de vida tradicionais.

Ao relatar a imposição de conhecimentos biotecnológicos e a transformação de águas, sementes, minerais e terras em propriedade privada, descreve-se um processo de privatização dos recursos comuns que exclui o campesinato do acesso aos meios de reprodução material.

A mecanização pesada, o uso intensivo de agrotóxicos e a perda do conhecimento local geram degradação ambiental e riscos à saúde, reduzindo a capacidade de produção familiar e a segurança alimentar.

Somam-se a isso a violência simbólica e a subordinação ao mercado, que promovem dependência econômica e deslocamento social.

Esses fatores, articulados, configuram o cerco que inviabiliza a continuidade das formas de vida do campo.

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