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Questão FC765129

Para pesquisadores da área de Geografia Agrária, como Oliveira (1996), quando se contextualiza historicamente o estudo da estrutura fundiária no Brasil, verifica-se que, desde o pe

Geografia Agrária

FUVEST · 2022

Para pesquisadores da área de Geografia Agrária, como Oliveira (1996), quando se contextualiza historicamente o estudo da estrutura fundiária no Brasil, verifica-se que, desde o período colonial, essa distribuição foi

  1. desigual; desde as Capitanias Hereditárias, passando pela Lei de Terras, de 1850 e grilagens “legais” até o baixo índice de demarcação de Terras Indígenas e Quilombolas, continua a concentração de propriedades rurais para poucos.
  2. reorganizada; o fim da Lei de Terras com a chegada dos imigrantes, inseridos no sistema de Plantation, o acesso às terras foi permitido pelos títulos obtidos por meio de Decretos Governamentais.
  3. igualitária; com o fim da Escravidão tanto os governadores estaduais como o governo federal distribuíram terras aos posseiros e pequenos proprietários de terra, explorados no sistema de Plantation.
  4. reterritorializada; a concessão massiva de títulos de propriedades concedidos aos camponeses sem terra (MST) reparou o erro histórico causado pela Lei de Terras de 1850 e grilagens “legais”, formadoras dos latifúndios.
  5. desigual; marcada pelo genocídio indígena, a estrutura fundiária só se tornará equilibrada pelo processo de incorporação de novos territórios, condição possível pela efetivação da Lei de Terras de 1850, relegada historicamente.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa indica que a distribuição de terras no Brasil foi desigual desde a colonização. Esse caráter histórico é central para a Geografia Agrária de Oliveira (1996).

As Capitanias Hereditárias concentraram grandes extensões nas mãos de poucos proprietários, definindo um padrão de acesso restrito.

A Lei de Terras de 1850 consolidou esse modelo ao vincular o acesso à compra formal, excluindo libertos, indígenas e pequenos posseiros do mercado legal da terra.

As chamadas grilagens e fraudes documentais, muitas vezes legitimadas por lacunas legais, ampliaram a apropriação privada de áreas públicas.

O lento reconhecimento e a baixa demarcação de Terras Indígenas e Quilombolas reforçam a persistente concentração fundiária em poucas mãos.

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