Questão FC765141
A luta pela terra no Brasil é marcada por diversos aspectos históricos, econômicos, políticos e sociais que chamam atenção. Um desses aspectos positivos é a grande perseverança dos
Geografia Agrária
STRIX · 2021
A luta pela terra no Brasil é marcada por diversos aspectos históricos, econômicos, políticos e sociais que chamam atenção. Um desses aspectos positivos é a grande perseverança dos movimentos campesinos, e o negativo é a intensa violência decorrente dos conflitos agrários no Brasil. No final do século XX os movimentos pela reforma agrária avançam em todo o território nacional conseguindo, de maneira expressiva, a introdução do tema nas discussões sobre o acesso e uso da terra no Brasil.
OLIVEIRA, A.U. A longa macha do campesino brasileiro: movimentos sociais, conflitos e reforma agrária. Revista Estudos avançados. Adaptado.
O mapa representa a distribuição espacial dos conflitos agrários e das mortes ocorridas em todas as regiões do Brasil entre os anos de 1985 a 2016.

Com base nas informações do mapa e nos conhecimentos sobre os conflitos pela posse de terra no Brasil, é correto o que se afirma em
- Devido à mecanização da lavoura, o Norte de Mato Grosso tornou-se a região de maior excludência fundiária no Brasil, o que explica os grandes conflitos registrados pela posse da terra.
- A Zona da Mata mineira, devido ao clima semiárido, é a única região do Brasil onde não há conflitos entre posseiros e grileiros.
- Na Região Norte, a atuação da Pastoral da Terra, nas últimas décadas, impediu a ocorrência dos conflitos fundiários.
- O massacre de Eldorado representa uma das formas históricas de resistência dos camponeses pela busca da posse da terra.
- O desenvolvimento do agronegócio no país possibilitou a inclusão da agricultura familiar no processo produtivo e a redução dos conflitos fundiários na Região Centro Oeste.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Massacre de Eldorado dos Carajás (Pará, 1996) é exemplar da resistência camponesa na busca pela posse da terra. Cerca de 1.500 sem-terra marchavam da chamada Curva do S rumo a Belém em apoio a uma ocupação, reivindicando regularização e acesso à terra.
Ao serem reprimidos pela Polícia Militar, o confronto resultou em aproximadamente 19 mortos e dezenas de feridos, configurando uma resposta violenta contra formas coletivas de mobilização rural.
O episódio tornou-se símbolo das tensões fundiárias, evidenciando tanto as estratégias de luta — ocupações, marchas e acampamentos — quanto a intensidade da repressão. Por isso representa uma forma histórica de resistência camponesa pela posse da terra.
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