Questão FC779121
A araucária (Araucaria angustifolia) é uma espécie emblemática da flora nativa do Rio Grande do Sul, conhecida por sua importância ecológica e cultural, entretanto a espécie enfren
Ecologia
Instituto AOCP · 2025
A araucária (Araucaria angustifolia) é uma espécie emblemática da flora nativa do Rio Grande do Sul, conhecida por sua importância ecológica e cultural, entretanto a espécie enfrenta diversos desafios que colocam sua sobrevivência em risco. Em relação aos fatores que impactam a conservação da araucária no estado do Rio Grande do Sul e ao risco de extinção dessa espécie, assinale a alternativa correta.
- A araucária (Araucaria angustifolia) tem experimentado um aumento populacional nos últimos anos no Rio Grande do Sul, graças ao aumento das áreas de preservação e programas de reflorestamento que estimulam a recuperação da espécie em seu habitat natural.
- A araucária no Rio Grande do Sul está em risco devido, principalmente, à substituição de seu habitat por monoculturas de eucalipto e soja, além do desmatamento ilegal e da exploração indiscriminada de suas sementes, fatores que afetam sua regeneração natural.
- Essa planta tem se adaptado bem às mudanças climáticas no Rio Grande do Sul, sendo capaz de crescer de forma competitiva em áreas de pastagem abertas, o que tem reduzido o impacto da urbanização e da agricultura no seu habitat original.
- Apesar da crescente pressão humana sobre seu habitat, as araucárias no Rio Grande do Sul têm demonstrado uma alta taxa de regeneração espontânea, principalmente em regiões agrícolas, o que diminui a necessidade de programas de conservação específicos.
- O processo de recuperação da araucária no Rio Grande do Sul não está sendo eficaz, pois a espécie não apresenta adaptação suficiente às variações de temperatura e umidade no estado, o que dificulta seu restabelecimento em áreas naturais.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Araucaria angustifolia está em risco no Rio Grande do Sul principalmente pela substituição de seu habitat por monoculturas de eucalipto e soja, pelo desmatamento ilegal e pela exploração indiscriminada de sementes.
A conversão de florestas originais em plantações cria um matriz inadequada para a espécie, fragmentando populações e reduzindo áreas contínuas necessárias para seu ciclo reprodutivo.
A retirada massiva de pinhões para consumo humano diminui a disponibilidade de sementes para germinação e para a alimentação de dispersores naturais, como a gralha-azul, prejudicando a dispersão e recrutamento de plântulas.
Esses fatores combinados reduzem a regeneração natural, a diversidade genética e aumentam a vulnerabilidade das populações, elevando o risco de extinção local e exigindo ações de conservação e manejo sustentável.
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