Questão FC779129
Em uma cadeia alimentar hipotética presente no Rio Grande do Sul, com muitos níveis tróficos, como plantas (ex.: capim), insetos herbívoros (ex.: gafanhotos), pequenos mamíferos (e
Ecologia
Instituto AOCP · 2025
Em uma cadeia alimentar hipotética presente no Rio Grande do Sul, com muitos níveis tróficos, como plantas (ex.: capim), insetos herbívoros (ex.: gafanhotos), pequenos mamíferos (ex.: roedores), aves predadoras (ex.: gavião) e carnívoros de topo (ex.: onças), a quantidade de energia disponível para os níveis superiores é progressivamente menor, o que torna a cadeia alimentar com muitos níveis tróficos inviável. O motivo dessa limitação, é explicado pela
- primeira lei da termodinâmica, pois a energia não pode ser criada nem destruída, mas transforma-se entre os níveis tróficos e se acumula no último nível.
- segunda lei da termodinâmica, pois, a cada transferência de energia entre os níveis tróficos, ocorre uma perda significativa de energia sob a forma de calor, o que limita o número de níveis tróficos viáveis.
- lei da conservação da massa, pois a energia não é dissipada em cada nível trófico, mas simplesmente transferida de um organismo para outro, sem perdas.
- teoria da entropia máxima, pois, à medida que a energia avança pelos níveis tróficos, a entropia do sistema aumenta, permitindo mais níveis na cadeia alimentar.
- lei de Péclet, que estabelece que a energia disponível nas cadeias alimentares aumenta à medida que se passa de um nível trófico para outro.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Segunda lei da termodinâmica explica por que cadeias com muitos níveis tróficos são inviáveis: a cada transferência entre níveis parte da energia é transformada em calor e dissipada pelo metabolismo, movimento e excreção, ficando menos disponível para o próximo nível.
Os produtores captam luz e geram energia química, que é então consumida por herbívoros e assim por diante. Na prática, só uma fração da energia assimilada chega ao nível seguinte; uma regra prática é que cerca de 10% é transferida. Isso faz com que a energia disponível decaia exponencialmente ao longo da cadeia.
Matematicamente: \(E_n = E_0 \times 0{,}1^n\), onde \(E_0\) é a energia inicial e \(E_n\) a energia no nível n. Essa perda progressiva limita o número de níveis tróficos possíveis.
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